16 de setembro de 2016

Sabrina, Igor e Ana Sofia

    Pouco mais de 2 meses se passaram e ainda não consegui falar ou sequer expressar a beleza do acontecimento que foi o meu parto/o nascimento da Ana Sofia. 
    Pois bem, aos que estavam presentes ( Igor, Maiza, Daphne, Kelly) podem me corrigir e falar que estou romantizando muito que eu nem ligo.   
   Aos não presentes, saibam que passei pela melhor e pior dor da vida, mas NÃO SOFRI em momento nenhum.  
    Para aqueles que não sabem, meus planos eram parto natural domiciliar acompanhado pela equipe do Hospital Sofia Feldman ( Tatiany, Sintia, Ana Caroline, Kelly) mas não foi possível. Meu pré natal foi com a equipe do Sofia e com meu maravilhoso médico Dr Renato Janone, onde tive todo apoio do mundo para que corresse tudo em ordem. 
     Então Internei no Sofia no dia 13/07, muito frustrada, para a Indução devido alteração em exames.  
Induziram. Medicaram e estouraram minha bolsa da forma mais respeitosa que existe, sempre me explicando e perguntando o que eu queria. Exame de toque só foram realizados 3 durante toda a gestação e a meu pedido pra saber sobre a evolução do parto. Dia 14/07 fomos transferidos para a suíte de parto " MARAVILHINDA" Dona Beja, onde ficamos até o nascimento da Aninha. No dia achei que foi tudo tão demorado, o tempo não passava, o relógio da suíte parecia não ter ponteiros. Não sei se era por causa da noite em claro ou se era o trabalho de parto e as contrações evoluindo.
    Comecei bonitinha de roupão, zanzando pelo quarto de um lado pro outro pra tentar progredir. Depois fiquei pelada, o que me fez ficar muito a vontade. Entrei algumas vezes na banheira, onde eu consegui descansar ou mesmo dormir entre uma contração e outra.
    Depois de um tempo acho que entrei em transe, não consigo lembrar o que aconteceu durante um determinado período. Apesar de muito me oferecerem, só bebi água e comi biscoito agua e sal e um picolé quando a Daphne me dava na boca. Aquele momento era meu. Não. Era nosso. Meu e da Ana.
     Não quis massagem, não quis espelho pra olhar a evolução. Mandei minha mãe sentar, mandei o Igor sair e diversas outras coisas que só quem presenciou conta e que pra mim fez muito sentido no momento. Senti dor de contração indo e vindo. Tudo suportável.
    Diferente do que várias pessoas pensaram, meu parto não foi na banheira. Foi no banquinho no banheiro. Não tive anestesia. Usei o chuveiro pra analgesia. Pensei em mudar de lugar, mas já era tarde. A Ana já estava ali, com a cabeça pra fora. Eu gritei! Isso me fez ter coragem (obrigada Kelly, que me disse pra gritar!) Estavam todos em volta esperando o momento. Senti ela coroando e ficou uma eternidade até eu sentir passando a cabeça (o bendito círculo de fogo). Senti queimando. Depois saiu o corpo escorregando igual um peixinho. O Igor parecia emocionado e com as pernas bambas na minha frente. Minha mãe chorou comigo. Kelly desenrolou o cordão do pescoço e eu a peguei.
     Estava roxinha e demorou a chorar. Eu chorava por ela e mandava ela chorar. A pior dor foi esta. A dor do esperar a minha filha mostrar sua vida. Depois de um tempo ela chorou. Chorou forte. Chorou alto. Com muito fôlego. Eu só sabia dizer pra todos: "Eu consegui! Eu dei conta". Fomos pra cama onde eu consegui amamentar. Meu bebezinho foi levado para procedimentos no berço ao lado enquanto eu era suturada (tive laceração de segundo grau). Fiquei na suíte enquanto esperava vaga pra irmos pra casa de parto. Recebi visita de todas as enfermeiras lindas que me acompanharam no pré natal. Minha mãe passou a noite comigo no hospital. No dia seguinte recebemos todo o tratamento humanizado que o hospital preconiza e mais um pouco.
     Meus desejos foram atendidos, meu plano parto foi respeitado e tudo foi tão perfeito dentro do que foi possível.
     Deus alterou meus planos pra fazer o dia 14/07/2016 ficar mais lindo!
Hoje, só tenho a agradecer à todas as pessoas maravilhosas que sonharam esse momento comigo e fizeram com que desse tudo certo!

Sabrina Alves Raddatz (Mãe da Bem Nascida Ana Sofia)

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