1 de dezembro de 2015

RELATO DE PARTO - feito pelo pai

Relato feito por - Luis Filipe Winther
Hoje faz uma semana que meu filho Filipe veio ao mundo. Ele nasceu de uma forma maravilhosa, proporcionada por uma mulher encantadora, minha amada esposa Fernanda Rocha Winther.
Acredito que o parto começa lá atrás, quando tínhamos apenas 2 meses de gestação, nas pesquisas.
Quando começamos a pesquisar, descobrimos que estávamos com um grande problema.
Cesária era algo agressivo ao corpo e prejudicial à mulher.
O parto normal era mais uma sessão de tortura, na qual a mulher é submetida a diversos procedimentos que são ótimos --> para os médicos.
Eis que descobrimos o parto humanizado.
Eis que descobrimos o Instituto Nascer.
Eis que conhecemos a Dra. Quésia Villanil.
Eis que conhecemos a doula Bel.
Fomos muito bem acolhidos por essa maravilhosa instituição que faz do parto um momento especial e da MULHER a protagonista.
Bem, falando em protagonista...
Tudo começou sábado de manhã, quando começamos a ler nossas primeiras conversas no chat do Facebook. Fomos lendo e o amor foi transbordando. Estávamos totalmente românticos.
Acho que liberamos a pílula do amor, a ocitocina.
As contrações começaram.
Foram ficando mais frequentes e mais fortes.
Fernanda não queria ir para o hospital. É guerreira e não queria incomodar a equipe, pois com 34 semanas o Filipe dera um alarme falso. Só que desta vez nosso filhote estava com 39 semanas e 6 dias. Prontinho pra sair.
Depois de quase 2 horas em casa, quando as contrações já estavam de 3 em 3 minutos e bastante fortes, saímos.
Ao chegar na hospital a equipe toda já estava lá.
Deixei minha esposa com a Quesia e fui estacionar o carro direito.
Quando cheguei na (maravilhosa) suíte de parto da Maternidade da Unimed minha esposa já estava com a doula que já iniciara seu mantra: Respiiira... respiiira...
A suíte tinha luz indireta (!!) e músicas suaves no fundo. Bola de pilates, chuveiro, barras de fisio, banqueta de parto e, principalmente, a banheira.
Chegamos e já tínhamos 7cm de dilatação e as contrações estavam mais fortes e mais frequentes.
Minha esposa iniciou caminhando e respirando.
Depois foi para a ducha. Lá ficou por bastante tempo.
No início fiquei sem saber o que fazer. Não sabia se eu iria atrapalhar, então fiquei mais olhando. Estava de prontidão: o que precisasse eu ajudaria no ato.
Depois de alguns minutos percebi que não era aquele o meu papel. Eu não tinha só que ajudar, tinha que participar.
Coloquei minha sunga e fui para debaixo do chuveiro com minha esposa. Fazia massagem, fazia carinho, pegava chocolates, gatorades. Estava lá.
A Fernanda estava firme. Ela se dedicou bastante para aquele momento. E estava vivendo conforme sonhara.
Depois da ducha foi a hora da bola de pilates e depois da banqueta de parto.
Um parto é como subir uma montanha. A beleza não está apenas na paisagem do pico, mas na travessia conquistada.
Minha esposa fez a travessia.
Fomos para a banheira quase já na fase expulsiva. Depois de 20 min na banheira a bolsa se rompeu.
Sem anestesia, sem sorinho, sem luz forte, sem intervenção desnecessária. Totalmente natural. Estava acontecendo como minha guerreira esposa sonhara.
Não era fácil. A montanha era maior e mais íngreme que ela imaginava.
Eu estava ao seu lado, mas a única coisa que eu podia fornecer era minha confiança. Era ela. Estava se tornando mãe.
Eu abraçava minha amada dentro da banheira e ela seguia sua natureza.
Nasceu.
Eu, que já chorava antes, me derreti em lágrimas.
O neném foi direto para o colo da mãe.
E que colo gostoso... Ficou bonzinho.
Ficamos quase 2 horas namorando nosso filhote.
Não aconteceram intervenções.
Não levaram nosso filho para nenhum lugar.
Ele ficou ao lado de seus pais.
Minha esposa? Períneo íntegro, papai!! Não levou ponto, não teve nada.
Não foi sorte. Ela não nasceu pra isso.
Foi estudo, foi dedicação, foi carinho e amor.
Hoje meu filho faz uma semana de vida.
É super bonzinho.
É super saudável.
É super amado.
Ele dorme quase a noite toda e não da trabalho.
Era tudo verdade. O parto natural, o contato pele a pele com a mãe. Todos os benefícios que lemos estão se concretizando.
Fernanda, minha querida, você é maravilhosa.
Tenho um orgulho danado de te ter ao meu lado.
Parabéns pela sua coragem e determinação de fazer o que fosse preciso pelo nosso neném.
Você já era uma esposa encantadora.
Agora você é uma mãe espetacular.
O Bob, o Backer, o Filipe e eu agradecemos por você cuidar da gente todos os dias.
Te amo.
Parto natural, na água - 14/11/2015
  




Um comentário:

Doular disse...

Muito emocionante ler as palavras de um pai. Parabéns à família e aos profissionais. E bem vindo bebê!