16 de setembro de 2015

Relato de Parto - Wrleia Viana

                 ESPERA E CHEGADA DO PEDRO  (relato de parto)
     O papai e eu, planejámos engravidar em junho de 2012 durante uma viagem para o Gramado/RS em comemoração ao aniversário de casamento e para consagrar nossa união. Sentíamos que faltava “algo” para completar nossas vidas. Queríamos nos unir em um só ser e chama-lo de meu filho.
 
     Fizemos a viagem e não imaginávamos que o Pedro já estava ali no meu ventre, fazendo a viagem junto com a sua futura família. Eu já estava gravida e não sabia. No segundo dia em Gramado fiz dois exames de farmácia que deram positivos. Mas para ter certeza fui a um laboratório fazer exame de sangue, que confirmou. Para nossa alegria estávamos grávidos.
    Ai começou a maior viagem de nossas vidas. Muitas expectativas, ansiedades e dúvidas. Muitas dúvidas. Eu já tinha em mente que queria parto normal, e sonhava em parir tipo uma índia “de cócoras” do modo mais natural possível. Afinal eu já tinha em mente que parir é da natureza feminina e que eu conseguiria. Meu esposo era do contra e achava besteira sentir dor, e falava para eu ter cesárea e largar de bobeira rsrsr. Mudou de opinião logo logo.
     Começou ali, minha busca por informações. Eu lia e lia e via vídeos e assistia palestras. Fui em minha primeira consulta com a GO. Falei que queria ter filho normal e qual era a possibilidade de ter de cócoras. Ela olhou na minha cara e me disse que eu não era índia e para que eu queria sentir dor. Sai desiludida.
     Fiquei frustrada. Mas fui em busca do meu sonho em parir da forma que sempre sonhei. Me lembre da novela “pantanal” em que Juma paria dentro de uma canoa de cócoras na beira de um rio. Não que eu teria na beira de um rio. Mas queria que fosse da forma mais natural possível. Eu queria parir.
     Uma amiga que trabalha no Hospital Sophia Feldman me falou do grupo Núcleo Bem Nascer e dos médicos que faziam parte do grupo. Antes disso visitei o hospital e assistir alguns partos naturais, Achei lido.
     Ao acessar o site do Núcleo vi uma equipe linda, e suas metas e diretrizes, e me apaixonei por uma médica em especial que fazia parte da equipe e que segurava seu bebe no colo na foto do site. Não sei se apaixonei pela médica ou pelo bebezinho. Mas a cena da medica segurando o bebe, me deu muita segurança. Senti que ela me entenderia e poderia me ajudar a realizar o sonho de ser mãe.
     Então fui a consulta e conheci Dra. Quésia. Meu anjo. Que me acolheu, me orientou e me deu toda a segurança que procurava. Haaa e meu marido mudou de ideia e apoiou a minha decisão em er parto normal. Tive uma gestação ótima. Não senti nada. Nem enjoos, nada. Descobri que seria um menino. Escolhemos dar o nome do meu avô materno PEDRO. Trabalhei até as 40 semanas firme e forte. Preparei meu plano de parto. Malas prontas. Meu som com a coletânea de músicas que deixaria o médico doido no dia do parto de tanto ouvir as mesmas músicas rsrs.
     Começamos a participar de grupos, assistimos palestras várias palestras direcionadas a casais grávidos. Mudei a ginastica que fazia, para pilates e hidroginástica, tudo para contribuir que o parto normal fosse possível. Conheci outro anjo. A Isabel minha querida doula, que também me acolheu e ajudou, me dando mais segurança ainda.
     Já com 40 semanas indo para 41 era uma quarta feira dia 13/02/2012 e com um centímetro de dilatação, a Dra. Quésia me entregou um texto que falava quando os planos não aconteciam como queríamos. Nem quis prestar atenção. Para me preparar para o não esperado. Ela me orientou sobre a possibilidade de talvez não ter parto normal. E sobre os procedimentos. Ouvi e não ouvia rsrs. Fizemos as contas e pelos cálculos tinha ganhado mais uma semana. Ufa. Ai que alívio rsrsrs. Como queria tentar normal. Ela fez deslocamento da bolsa e meu marido e eu voltamos para casa.
     Estava super ansiosa. Doida para escutar aquele chorinho parecendo miado de gatinho. Entrava no quartinho pronto e sentia o cheirinho de bebe no ar.
     Eu sentia que estava próximo. Senti a síndrome do ninho, como dizia a BEL (doula). Aquela que os bichos sentem em arrumar o ninho quando a chegada do filhote está próxima.
     Me deu uma enorme vontade de arrumar a casa, da mais uma ajeitada no quarto do Pedro e em mim.
     Sexta feira dia 15/02/2012, às 14:00 horas depois do almoço resolvi arrumar o cabelo.  Sequei e comecei a pranchar para ficar bonita para o dia que eu conheceria meu filhote. Minha mãe que tinha vindo do interior para ficar comigo estava sentada na minha cama junto comigo fazendo companhia.
     Entre uma pranchada e outra comecei a sentir umas colicazinhas. RS Fiquei eufórica e não parava se sorrir. Será que chegou a hora? Sempre ficamos em dúvida como saberemos que chegou a hora. Eu lembro da Dra. Quesia falando; “ preocupa não, quando chegar a hora você vai saber”. E continuei arrumando o cabelo.
     Entre uma pranchada e outra começou a aumentar a dor e as contrações. Falei para minha mãe começa a marcar ai mainha. Anota o horário e o tempo.  Minha mãe tadinha apavorada mas escondendo de mim o medo. Ela não é muito de resolver as coisas. E tinha medo de acontecer algo e ela não saber bem o que fazer.
     Bem. Era umas 15:00 horas quando estava terminando de pranchar o cabelo, falei para minha mãe. Acho que chegou a hora. A dorzinha começou a incomodar mas era leve ainda. E pela contagem vinha de 10 em 10 minutos.
     Terminei de arrumar o cabelo e a dor começou a vir mais forte. Eu ria muito a cada contração. Era muita euforia. Liguei para o trabalho do papai umas 16:00 horas não consegui falar com ele. Ai eu desesperei. Rsrs. Ligue para Dra Quesia caixa postal. Ai fui no céu e voltei. Liguei para Bel minha doula. Ela com sua voz calma me acalmou e foi entrar em contato com a Dra. Quesia.
     Nessa hora as contrações já estavam de 5 em 5 minutos e era forte.Lembrei da fala “quando chegar a hora você vai saber”. Era uma dor forte mas nada insuportável ainda. Fui para o chuveiro. Minha mãe com o relógio e o terço na mão só rezava. Eu ria e chorava com medo.
     Ria de euforia e alegria que o Pedro estava chegando e chorava porque não tinha conseguido falar com o papai e estava com medo. As 17:00 horas consegui falar com meu esposo e disse que estava na hora. Eu ainda estava no chuveiro deixando a água cair em minha lombar para aliviar as dores. A conta de luz e água veio um absurdo mês seguinte rsrs.
     Entre uma contração e outra eu ria e chorava, dançava embaixo do chuveiro, cantava e rezava. Era muito sentimento junto.
     Meu esposo chegou somente as 18:00 horas, não tinha conseguido falar com Dra. Quesia, ela estava viajando. Nós já havíamos deixado outro na reserva com indicação da Dra Quesia. Que já havia passado os casos das pacientes para ele em sua ausência. Fiquei com medo, afinal ela havia me acompanhado todo o pré-natal.
     Mas não me preocupei tanto, porque era outro anjo. Dr. Hemmerson, quem eu já havia conhecido em palestras do Núcleo Bem Nascer. Meu esposo ligou para o Dr. Hemmerson enquanto eu ficava no chuveiro. Eu sabia que ele iria pedir para falar comigo. Rsrsrs Nas palestras ele sempre dizia que pede para falar com a gestante, quando ela não conseguia falar direito com ele é que estava na hora rsrsrs.
     Ele disse para irmos para o Hospital que nos encontraríamos lá. Fomos para o Hospital Santa Fé.
    A única coisa que me deixou super nervosa. E porque era sexta feira 18:30 horário de pico e o transito estava daquele jeito na Cristiano Machado sentido centro e uma leve chuva.
     Eu ria de nervoso. Me lembrava daqueles filmes que a mulher estava sentindo contrações no carro e não dava tempo. Senti muito medo de parir no carro.
      O mais engraçado é que eu que acalmava o marido que dirigia e minha mãe que estava no banco de traz. Tadinha. Achou que tinha esquecido a chaleira no fogo e estava quase tendo um ataque de nervos com medo de pedir para volta em casa para desligar o fogão, já que eu estava sentido dores. Ai ela não resistiu e falou que deixou o fogão ligado quando foi fazer um chá para mim. Meu esposo a acalmou e disse que havia desligado. Tadinha. Ficou com isso quase o caminho inteiro.
      Entre uma contração e outra eu falava calma gente estou bem. Eu ria entre uma contração e outra. O transito estava super lento. E as contrações vindo de 5 em cinco minutos e já bem fortes, as pernas tremiam.
     Chegamos ao hospital meus anjos já estavam lá a minha espera. Dr. Hemmerson e a Isabel. Fomos para o apartamento. Dr. Hemmerson me examinou e disse que eu já estava sem bolsa e com 5 cm de dilatação. Como assim sem bolsa rsrsrs? Quando estourou que não vi? Descobri quando voltei para casa alguns vestígios da bolsa, estava lá no chão do banheiro um restinho de sangue com uma gosma mais densa.
     Como estava debaixo do chuveiro na contração não senti estourar e não percebi a agua correr pelas pernas.
     E as contrações só aumentando era 21:00 horas. As pernas tremiam a cada contração, a base da coluna que doía mais, eu sentia meu quadril abrir. A Bel me sentou em uma bola de pilates e ficou fazendo massagem em mim para aliviar as dores e esperar a evolução das contrações e dilatação, tudo com muito carinho e amor. E minha mainha ali do lado como papai só orando e ansiosos.
     Eu já ia me esquecendo meu som ligado na alta dentro do apartamento. Várias músicas instrumentais e a preferida “Ave Maria” em várias versões.
     Já era 22:00 horas e eu lá firme e não mais forte rsrrs. A Bel perguntou se eu queria ir para o chuveiro. Eu disse nãaaaao chuveiro mais não rsrsrsrs. As contrações eram bem fortes era o que eu queria sentir. Eu orava muito e pedia forças a Deus e que tudo corresse bem.
     Eu estava sentido muita dor a cada contração, mas estava tão feliz. Primeiro porque não precisou de ocitocina, eu tinha pavor de ter que aplicar ocitocina em mim. Meu corpo produziu normalmente. Estava evoluindo bem e o Pedro estava bem. Eu sonhei em sentir aquelas dores, parece loucura mas e verdade. Eu queria sentir aquelas dores como se fosse o ápice de ser mulher para mim, como todos os bichos fêmea eu sentia a dor do parto e isso era maravilhoso e, doloroso claro rsrsrs.
     Agora vou confessar, o que eu tinha mais medo era da dor na hora da cabeça do bebe sair. Dr. Hemmerson veio me examinou e disse que eu estava com 7 cm. Ai eu não aguentei e pedi anestesia rsrsrsrs. Já sentia dores desde as 14:00 horas já estava bom né rsrsrs.
     Eu queria pouca anestesia, só para tirar um pouquinho da dor, mas não queria perder a sensibilidade eu queria sentir o Pedro sair. O Dr. Hemmerson gentilmente me entendeu e conversou com a anestesista falando que eu queria pouca, e pronto, aliviou muito a dor. Santa anestesia rsrsrs.
     Depois da anestesia estava já no bloco cirúrgico na sala de parto, deitada e meu esposo o tempo todo do lado. Nos até tiramos um cochilo de meia hora rsrs esperando a dilatação aumentar.
     A anestesia começou a passar uma vez que foi aplicada pouca conforme havia pedido, ai a dor arrochou, ai Jesus, rsrsrs. A anestesista aplicou um pouco mais. Depois veios a vontade de fazer xixi e coco. Essa hora já bem cansada.
    Sentei no banquinho de parto, a Bel me ajudando e fomos procurando a melhor posição para aliviar e ajudar o Pedro a sair.
    Dr. Hemmerson veio me examinou e pronto 10 cm. E disse: “vamos agora fazer uma forcinha. O Pedro está pronto para sair.”, Gente eu amei ouvir aquilo.
    Ele me acomodou na cama de forma que eu ficasse bem confortada, a cama virou uma cadeira. Eu queria ganhar sentada, já que de cócoras não dava por causa das pernas que não estavam tão firmes por conta da anestesia. Ainda bem. Porque depois descobrimos que o Pedro tinha duas circulares o que talvez a posição de cócoras ou no banquinho atrapalharia resolver.
     Dr. Hemmerson inclinou bem o encosto de forma que eu ficasse mais sentada e colocou travesseiros. Eu apoiei a perna em um ferro na parte da frente que seria para pendurar as pernas, não queria minha perna pendurada apoiei o calcanhar. Queria ficar numa posição que possibilitasse eu mesma fazer força na minha barriga. Não queria ninguém em cima de mim como vi em alguns filmes.
    Nessa hora meu som já estava na sala tocando as musicas que eu havia selecionado. Acho que Dr. Hemmerson já não aguentava ais ouvir aquelas músicas rsrsrs. Já que ele havia pedido para desligar. A Bel falou logo que não, “ela pediu para deixar tocar as músicas dela” que isso a acalma. Pedido aceito e respeitado.
     E ai, na posição que eu escolhi, Dr. Hemmerson pediu para fazer força. O Papai do meu lado me deu a mão e comecei a fazer força. Foi como em um filme.
    Fiz força, Dr. Hemmerson disse que a cabecinha estava pontando chamou o papai para ver e perguntou se eu queria sentir. Eu coloquei as mãos entre as pernas e senti os cabelinhos da cabeça do Pedro. E fazia mais força... nessa hora não sentia dor alguma, estava tão eufórica e vidrada que não sentia dor. Senti que a cabeça saiu pela pressão que fez.
    Dr. Hemmerson pediu para dar uma parada, que após o parto fui informada que o Pedro tinha duas circulares do cordão umbilical em volta do pescoço, e aquela pausa foi para o médico fazer a manobra necessária e tirar as circulares. Após tirar as duas circulares pediu para eu continuar. E continuei.... E as 02:30 horas o Pedro nasceu ao som da Ave Maria. PERFEITO.
   Quando Dr. Hemmerson me entregou o Pedro e eu ouvi que estava tocando a música preferida Ave Maria, e que meu filho tinha nascido perfeito e saudável, coloquei ele no colo ainda todo sujinho de sangue e ainda ligado a mim pelo cordão, chorei, e choreeeeeeeeei muito. O choro foi quase um grito de obrigada meu DEUS, obrigada Nossa Senhora, eu consegui. Vem meu filho eu estava te esperando.
     E ali naquele momento o tempo parou. O Pedro nos meus braços, O papai ali do lado fazendo carinho na mamãe e olhando para o filhote, olhei nos olhinhos do Pedro que estavam abertos e não chorava, e ele ali quietinho com a testa franzida olhando para mim. Vi que tinha acabado de me tornar mãe. Foi um momento magico. Mentalmente pensei: Muito prazer meu filho eu sou a mamãe.
     Ele foi para meu peito mamar, ficamos ali juntinho nos conhecendo por uns 20 minutos. Aquele ser tão frágil e pequeno. Meu filho. Como eu queria gritar meu filho. Gritar que eu tinha acabado de me tornar mãe.
    O papai cortou o cordão umbilical, escutei Dr, Hemmerson falando que eu iria sentir uma leve cólica pela saída da placenta, e perguntou se eu queria ver a placenta. Ai a Bel falou com ele: “Ela não está nem ouvindo” rsrs. Estava sim Bel rs. Só que naquele momento não me importava mais nada eu estava fascinada, hipnotizada e apaixonada por aquele serzinho que eu esperava tanto conhecer, que e não conseguia olhar para outro lugar.
     O Pedro foi para a pediatria com o papai e a pediatra para exames e primeiros cuidados, enquanto a mamãe era examinada. E para minha surpresa o Dr. Hemmerson disse; “Wrleia você acredita que não vai levar nenhum pontinho. Isso mesmo. Períneo Intacto. Isso é para poucas”. Não foi feito epistomia e não dilacerou nada. Períneo intacto  e sem pontos. Isso é ou não uma maravilha. Valeu os exercidos para o períneo e o pilates. Parto normal, sem dilaceração do períneo. A mamãe ficou toda serelepe. Recebeu alta. E no Dia seguinte já estava de cócoras dando banho de balde no filhote. Minha mãe estava horrorizada falava para mim que nunca tinha visto isso. Rsrsrs A mulher pari em um dia e no outro está de agachada. Eu rir muito quando o Dr. Hemmerson foi dar alta e disse brincando que as mulheres devem levar ao menos um pontinho para ficar quieta e descansar, caso contrário olha eu que não parava um minuto já que não levei ponto rsrsrs.
    Dor, que dor? Que contrações? Quando peguei o Pedro nos braços, nem lembrava mais que tinha sentido alguma dor.
     Realizei meu sonho e me tornei mãe. Consegui parir. Tive parto normal. Me sentir realizada como mulher. Agora é esperar o próximo, um segundinho quem sabe? E quem sabe o próximo eu ganhe na água? De cócoras? e quem sabe aguento até o fim sem anestesia nenhuma?
    Tudo foi perfeito, foi como tinha que ser. Foi lindo. Que bom seria se todas as mulheres tivessem consciência do corpo e de sua capacidade de parir. E principalmente tivessem a oportunidade de ter em seu lado, médicos tão humanos que entendam suas necessidades, seus sonhos e que respeitem suas escolhas, e que bom seria se todas também pudesse ter uma doula tão especial ao seu lado.
     Feliz vai ser o dia que toda mulher seja respeitada na hora de parir e que ao lembrar de seu parto não lembre como se fosse um filme de terror e sim como uma linda história a ser contada e dividida, um conto de fadas.
    Meu parto foi um conto de fadas e divido com vocês um dos momentos mais lindos da minha vida.
    Beijos a todas futuras mamães.

Carinho e cuidados de minha querida Isabel (doula)
Amo essa foto – As mãos do papai, mamãe e do Dr. Hemmerson chegou a hora.
 
Tentando ganhar no banquinho de parto.
 
   
Prazer em conhecer meu filho. Primeira foto da família. Ainda na sala de parto. Carinho do papai e olhar apaixonado da mamãe. E olha a carinho do Pedro quietinho em contato com a pele da mamãe.
 
 

Primeira mamada do Pedro logo após o parto. Direito da mamãe e do bebe garantidos.
 
Um anjo chamado Dr. Hemmerson
 

De volta ao quarto com o Papai, a Bel (doula), Dr. Hememerson e o tão esperado Pedro.
 

Sai do apartamento desacompanhada, volto acompanhada.

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