10 de fevereiro de 2012

Ministério da Saúde realiza pesquisas sobre nascimento no país.


Notícia publicada no site do Jornal Hoje, Tv Globo:

Pesquisa vai ouvir brasileiras sobre preferência por cesária no parto

O estudo foi encomendado pelo Ministério da Saúde e ouvirá 24 mil
mulheres que tiveram filhos recentemente. Na rede privada brasileira, 82% dos partos são cesarianas.

Gioconda Brasil Brasília

Pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde vai ouvir 24 mil brasileiras, que tiveram filhos recentemente, para saber por que metade delas opta pela cesariana em vez de parto normal. O estudo será feito pela Fundação Oswaldo Cruz.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que a taxa de cesariana não ultrapasse 15%, mas no Brasil a realidade é praticamente inversa. Na rede pública, esse índice é de 37% e na rede privada, é ainda maior: 82%.

Para a medicina, tanto o parto normal quanto a cesariana oferecem riscos, mas, no segundo a possibilidade de infecção, hemorragia ou acidentes anestésicos é maior.

De acordo com o presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília, a cesariana é recomendada nos seguintes casos:

- Quando houver complicações no parto normal.
- Quando a mãe tem uma doença crônica.
- No caso de parto de trigêmeos.
- Quando a mulher pede para que seja assim.

Muitas mulheres têm medo da dor do parto normal, mas ele pode ser feito sem dor. Segundo o Ministério da Saúde, é um direito da mulher ter a assistência de um anestesista.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia, Alberto Zaconeta, as cesarianas só irão diminuir quando as mulheres e os hospitais mudarem a mentalidade. “Para você ter parto normal, cada hospital privado teria que ter uma equipe com enfermeira e obstetra, não para atender as emergências, mas para acompanhar esses pacientes.

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