25 de novembro de 2016

Violência no parto existe?

Matéria que saiu na página do - Senado Federal · 28 de setembro

Contrariando as normas do Ministério da Saúde, muitas maternidades submetem mulheres a intervenções e condutas inadequadas e agressivas. O Brasil já tem diversas normas que buscam a adoção do parto humanizado não apenas no SUS, mas também nos hospitais particulares. O parto humanizado não é um produto a ser adquirido para quem pode pagar mais, mas um modelo de atenção que efetivamente reduz a mortalidade. Saiba mais: bit.ly/23dtPwL
Veja o vídeo sobre violência obstétrica: http://bit.ly/1UFYZeD
http://www12.senado.leg.br/cidadania/edicoes/547/congresso-combate-violencia-obstetrica
Edição 547 - 15/3/2016 - Violência Obstétrica

Congresso combate violência obstétrica
Crédito pela matéria confira no link abaixo -
http://www12.senado.leg.br/cidadania/edicoes/547/congresso-combate-violencia-obstetrica

Contrariando as normas do Ministério da Saúde, muitas maternidades submetem mulheres a intervenções e condutas inadequadas e agressivas. Projetos buscam garantir a adoção do parto humanizado como lei
Uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto no Brasil, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo. Para a senadora Ângela Portela (PT-RR), os índices de violência obstétrica no país são altos e preocupantes.
— Cesáreas excessivas e sem necessidade, tratamento abusivo, desrespeito moral, físico e psicológico. Atitudes que fragilizam a mulher num momento que deveria ser sublime — disse.
Por mais que pareça claro que a responsável por trazer um bebê ao mundo seja a mãe, a ideia de que é o médico quem “faz o parto” provoca cada vez mais casos de violência.
Qualquer ato ou intervenção direcionado à grávida, parturiente, que acaba de dar à luz, ou ao seu bebê é considerado violência obstétrica se for praticado sem a informação e o consentimento explícito da mulher ou se desrespeitar sua autonomia como mãe, sua integridade física e mental, seus sentimentos, suas opções e suas preferências.
A coordenadora-geral de Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde, Maria Esther de Albuquerque Vilela, diz que muitas práticas feitas durante o parto prejudicam sua boa evolução. Algumas ainda aumentam o índice de sequelas graves e o risco de morte para mãe e bebê.
— Mesmo sendo práticas institucionalizadas, muitas vezes endossadas pela academia, elas foram construídas com uma ideia ultrapassada de que a mulher deve parir com dor, como se fosse uma expiação do prazer que ela teve ao fazer o filho. Uma penalização da mulher pela sua sexualidade. Com o tempo, ficou comprovado que essas práticas não têm fundamento científico e causam um sofrimento desnecessário — lamentou.
A lista de procedimentos inadequados (veja quadro ao lado) é grande e muitas mulheres nem sabem que podem considerá-los violência. Há uma série de condutas que precisam estar muito fundamentadas para serem apresentadas como opção de atendimento, não podem ser rotina, explicou Valéria Sousa, diretora de Relações Legislativas da Artemis, organização que atua na defesa e promoção dos direitos das mulheres.
— Algumas são proibidas, outras só devem ser feitas com cuidado e seletividade. E todas precisam ser autorizadas pelas mulheres antes de serem feitas.
A pesquisa Nascer no Brasil — estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 266 maternidades de 191 municípios, em 2011 e 2012 — constatou, por exemplo, o uso de ocitocina, da manobra de Kristeller e da episiotomia em porcentagens muito elevadas: em 60%, 56% e 86% dos partos, respectivamente.
O presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Etelvino de Souza Trindade, acredita que, para mudar essa cultura, é preciso um processo de desconstrução.
— O atendimento obstétrico brasileiro é fora do contexto mundial. No resto do mundo, a mulher escolhe o local do parto e é atendida por uma equipe, da qual fazem parte enfermeiras obstetrizes. O médico só intervém quando há alguma intercorrência não esperada — afirmou.
Segundo Trindade, no Brasil era assim, mas começou a mudar em 1967, quando os institutos de aposentadoria e pensões que existiam foram fundidos e centralizados no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).
— Uma norma na época determinou que o médico não receberia para estar disponível. Só era pago se atuasse no parto. Isso gradativamente alijou o enfermeiro obstétrico do processo e criou uma estrutura medicocêntrica — explicou.
Em 1990, o INPS e o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) foram extintos e foram criados o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e o Serviço Único de Saúde (SUS), com outras regras.

— Mas essa cultura permaneceu. É muito difícil desfazer a percepção existente. É preciso um processo de esclarecimento não apenas das mulheres, mas também das famílias, dos profissionais de saúde e de todo o grupo que cerca a acolhida ao parto, desde a recepção da maternidade. Uma mudança também nas escolas médicas e de enfermagem. Todos precisam entender que a mulher é a protagonista do parto — disse.
Legislação

O país já tem diversas normas que buscam a adoção do parto humanizado não apenas no SUS, mas nos hospitais particulares. Valéria Sousa explica que o parto humanizado não é um produto a ser adquirido para quem pode pagar mais, mas sim é um modelo de atenção que efetivamente reduz a mortalidade. Só quem tem competência para determinar o que pode ser executado como prática de saúde é o Ministério da Saúde, segundo a Lei 8.080/1990.

— E o ministério já expediu como norma o parto humanizado, ou seja, a atenção obstétrica e neonatal que leve em consideração a mulher e o bebê como sujeitos de direito e determina que todas as condutas sejam previamente discutidas com a mulher e autorizadas por ela.
Ainda segundo a diretora da Artemis, a atenção humanizada ao parto é uma resposta à CPI da mortalidade materna que aconteceu na Câmara dos Deputados de abril de 2000 a março de 2001, onde se concluiu que 98% das mortes maternas são evitáveis com procedimentos simples e políticas públicas de atenção focadas na mulher e no bebê, e não nas necessidades dos profissionais de saúde. Daí surgiram várias normas e mesmo algumas leis para evitar a violência obstétrica no Brasil (veja no “Saiba Mais” o link para essas normas).
Propostas

Valéria ressalta que, mesmo diante dessas normas, os descumprimentos aos direitos das gestantes permanecem. Por esse motivo, em 2014, a Artemis sugeriu ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) uma proposta que prevê a elevação à categoria de lei federal para todas essas iniciativas do governo, e ele apresentou o projeto na Câmara:

— Muitas mulheres passam em silêncio pela violência obstétrica. Uma violência naturalizada, institucionalizada e que deixa marcas físicas e psíquicas por toda a vida. O nascer de uma criança deveria ser um momento de celebração, e não de cicatrizes. E como tudo na vida de uma mulher, decidir qual tipo de parto será melhor para ela e seu filho é um direito e uma prerrogativa — defendeu o deputado.

Marília Mercer, doula de Londrina (PR), diz que há vários projetos de lei sendo votados e aprovados nos municípios para que os hospitais sejam obrigados a aceitar a presença das doulas. Mas que o ideal seria uma legislação federal, que todos tivessem que cumprir. Há ainda casos de entidades que tentam legislar sobre o assunto, como o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, que em 2012 editou resoluções que proibiam médicos de fazer partos domésticos e vetavam a participação de parteiras e doulas como acompanhantes de gestantes em hospitais.

— Esse tipo de medida acaba sendo derrubada, mas dá trabalho. A expectativa é que com o parto humanizado estando previsto em lei, e não apenas em material infralegal, seja garantida maior efetividade no cumprimento — disse Marília.

Valéria acrescenta que, “com a aprovação de uma lei, as boas práticas de saúde sairão do âmbito de governo, como política, e passarão a compor as garantias fundamentais de todos os cidadãos”.

— Já estamos muito atrasados porque os compromissos assumidos pelo Brasil com as Nações Unidas para redução da mortalidade materna são de 1995, da Convenção de Pequim. É uma das Metas do Milênio e a única que não conseguimos cumprir. Muito provavelmente porque hoje tem muito hospital e profissional que desrespeita os direitos da mulher, já que não há lei prevendo que tipo de punição ele poderia sofrer — ressaltou.

Roda ONG Bem Nascer Mangabeiras

 
 
 



  




Demonstração uso do rebozo. Técnica trazida para o Brasil, pela parteira mexicana Naoli Vinaver.

Edição especial, esse mês, a roda será na exposição Sentidos do Nascer,
logo na entrada principal do parque Mangabeiras. 
Participação aberta e gratuita. Leve um lanche para compartilhar com o grupo.

Para gestantes, tentantes, acompanhantes e todos interessados nas boas práticas do parto-nascimento segundo OMS, baseado em evidências científicas, pela manhã.
Sábado - 26/11/16 - 09:30 às 12:30

roda ONG Bem Nascer Bebês 
14:00 às 16:00
 
 
 
 
Email - ONGbemnascerBH@yahoo.com.br

11 de novembro de 2016

Relato de parto da Viviane Couto

6 de novembro às 22:05 - ***Hoje tem textâo com um final inesperado***
Nesse 05 de nov quando a razão da minha vida completou 01 mês, venho aqui contar pra vocês como foi a chegada de Olívia!

04/10/16 terça-feira - 40s e 6d. Consulta de rotina pela manhã marcada com o GO no Instituto Nascer, mãe e filha passavam muitíssimo bem apesar do cansaço que eu já sentia, mas nenhum sinal de que nossa pituquinha viria ao mundo. O médico então sempre muito atencioso e cauteloso conversou comigo e com meu marido Diego, sobre até quando aguardar o início do TP e nos passou um texto para refletirmos sobre a indução, caso eu chegasse a completar 42s. Por curiosidade minha pedi um exame de toque: 2cm pra 3cm com 50% do colo apagado. Mas nenhuma dor, ou melhor nenhuma sensação (era assim que meu médico se referia as dores do parto). Após o exame começamos a conversar sobre o descolamento de membrana que poderia ajudar a acelerar o processo. Achamos uma boa e permiti que o médico assim o fizesse. Ainda no consultório quando conversávamos sobre a possibilidade de indução logo veio uma cólica que me fez levantar da cadeira. E dissemos: "Opa... olha que o negócio tá rápido!" Bem, o combinado então era irmos para casa e conversarmos sobre o que faríamos e até quando iríamos aguardar, caso não surgisse nenhum sinal, para que eu internasse e iniciasse a indução. Após a decisão ligaríamos para médico para informar. E assim fomos embora felizes e tranquilos da vida! Diego me deixou em casa, voltou para trabalho e me traria almoço para que então conversássemos sobre qual seria nossa decisão. Aproveitei o tempo para fazer as unhas e dar uma relaxada... algumas cólicas apontavam mas nada demais. Diego chegou, almocei e conversamos. Optamos por aguardar até domingo (quando eu completaria 41s4d) caso nenhum sinal surgisse, internaríamos no domingo à noite ou segunda de manhã para indução. Assim ficaríamos mais ou menos no meio do caminho até completar 42s. Tomada a decisão, à tarde liguei para médico para contar a notícia e aí veio a bomba: Primeiro ele disse que havia ficado feliz com a nossa decisão e que achava que estávamos no caminho certo. Depois me deu a pior notícia que uma grávida pode ouvir do seu GO que lhe acompanhou intensamente nos últimos meses: "Vou precisar me ausentar para uma viagem a partir de quinta-feira e só retorno na próxima semana" Nessa hora meu coração veio na boca. Era tudo o que eu não queria ouvir e passei alguns momentos da gravidez pensando o que eu faria se isso acontecesse. Por um minuto pensei "é real... ele vai me abandonar na hora mais sagrada dessa história". Ele então me perguntou qual era minha opinião sobre sua ausência. Dei aquela respirada e com aquela vontade de chorar eu disse que ficaria triste se não fosse ele a me assistir no parto, caso acontecesse nos próximos dias, mas que confiava em toda a equipe do Instituto e que se fosse outro GO a me acompanhar estava tudo certo pois sabia da competência de todos. Ele ficou feliz em me ouvir dizendo aquilo e se colocou inteiramente à disposição caso eu precisasse falar com ele a qualquer hora do dia. Terminamos a conversa com ele me perguntando como eu estava naquele momento e se havia alguma sensação. Por fim ele disse "Ok, vamos aguardar, apesar de achar que vai ser essa noite". Desliguei o telefone e pensei como ele pode achar que vai ser essa noite se a única coisa que sinto agora são "coliquinhas"?! Hahaha sabe de nada inocente!
Passei a mão no telefone e mandei um WhatsApp de desabafo para minha doula - Lena (também do Instituto e um verdadeiro anjo em nossas vidas) contando tudo o que havia acontecido, inclusive sobre a bomba que havia recebido. Assim que contei tudo ela escreveu: "Vai ser hoje!" E me tranquilizou e passou a tarde toda me acompanhando e dando dicas do que fazer. Segui um de seus conselhos e tirei um cochilo junto com a Mia - a minha cadelinha que foi companheira durante 2 semanas enquanto estava em casa...por volta das 19h segui mais um conselho dela e fui tomar uma ducha relaxante... liguei meu mantra preferido... coloquei o difusor com umas gotinhas de lavanda na tomada, investi na bola com muita água quente nas costas... investi tanto na bola que minha bolsa foi por água abaixo, mas isso eu só descobri horas depois porque eu não senti e não vi ela romper. 40 minutos depois fui para o sofá assistir TV e aí minha gente a coliquinha virou Cólica com C maiúsculo! Fui me auto tapeando e levando aquela sensação adiante! Diego chegou e ficamos ali conversando e curtindo o momento. Aproveitei para fazer um lanchinho já pensando na possibilidade de passar fome nas próximas horas! As 22:30h mandei uma mensagem pra Lena contando que eu estava sentindo uma pressão no baixo ventre e que já não tinha muitas posições confortáveis. Ela me recomendou bolsa de água quente e tentar descansar. E orientou que eu precisava ter 3 ou 4 "cólicas" fortes em 10 minutos e que cada uma precisaria durar pelo menos 40 segundos para consideramos TP ativo e que provavelmente isso deveria acontecer por volta das 2 da manhã! Santa Lena!!
Seguindo então as dicas, eu e Diego fomos dormir. Ele foi né?! Porque eu já não conseguia muito achar uma posição. Por volta de 2 da manhã (bendita Lena, bendito Dr. Hemmerson) não teve jeito, a sensação foi de dor mesmo e eu pensava "será isso uma contração?" Que sensação mais louca... não conseguia definir o que eu sentia. Comecei a marcar a duração e o intervalo mas tudo estava muito confuso... não tinha ritmo nem frequência. A dor vinha de 1 em 1 minuto para mais ou para menos ... a pressão no baixo ventre havia se intensificado. E então? Bora para o chuveiro sentar na bola, porque né?! Apertou vai pro chuveiro!!!

Nessa hora pedi ao Diego que mandasse mensagem pra Lena e contasse o que estava acontecendo e ela nos orientou a ligar para o médico e assim Diego fez. Nessa hora lembrei de Dr. Hemmerson- nosso médico, nos dizendo que sabe exatamente qual é a hora de ir para maternidade, que é quando o marido. A pedido da esposa, liga relatando as dores e ele a ouve no fundo gritando! rs ... e foi mais ou menos assim que aconteceu!
Ele fez algumas perguntas do tipo: de quanto em quanto tempo vinham as contrações e qual era a intensidade da dor. E eu pensava "nossa essa conversa deles está demorando demais... eu só quero ouvir que está na hora de ir para maternidade". As 3h da manhã a decisão foi tomada em conjunto, pegamos as malas e partimos pra maternidade - o caminho mais longo e dolorido que já percorri e que durou somente 10 minutos. A essa altura meus gritos já eram altos o suficiente para mostrar ao mundo e aos meus vizinhos o quanto a dor era intensa! O quarto PPP já estava à minha espera e ao chegarmos lá vimos na recepção que Dr. Hemmerson e Lena já nos aguardávamos. Dei um abraço apertado em Lena e disse a ela:" Eu não consigo para de gritar" e ela respondeu dizendo baixinho "Calma...respire...está chegando a hora". Dr. Hemmerson também me recebeu com um abraço, que mais tarde me contou que o rejeitei bem no momento que a dor veio!!! Disso eu não lembrava!
Me fizeram subir 2 lances de escada para que eu continuasse a me exercitar. Ao entrar no PPP logo ouvimos os batimentos normais do coraçãozinho de nossa pituquinha e em seguida fizemos um exame de toque e assim que o médico tocou: bolsa rota e acreditem, eu não quis saber quantos cm eu estava ... já que no consultório eu já estava com quase 3cm, resolvi só pensar positivo e seguir em frente. E aí o trajeto da maratona que já havia iniciado lá em casa começou a ficar sinuoso, mas com a ajuda de minha doula, do meu marido e do meu médico tudo ficou mais leve ... fui para banheira... as dores se intensificaram ... a pressão no baixo ventre era maior ainda... uma dor no quadril já tomava conta de mim e a cada dor, Lena e Diego faziam massagem e era óoootiiimmmooo ! As palavras de Lena me encorajavam e deixavam minha respiração mais tranquila e aquele nervosismo que eu sentia quando cheguei se transformou em algo que não consigo traduzir... A luz baixa e uma música ambiente me fizeram perceber que ali era o lugar certo e a hora de Olívia estava chegando! Dr. Hemmerson me deixou muito a vontade e de tempos em tempos ele entrava no quarto para conferir como tudo estava indo. Passados cerca de uma hora e meia mais ou menos, fizemos outro exame de toque e dessa vez eu quis saber, já que as dores eram muito fortes e aí minha gente a segunda bomba do dia: 4cm para 5cm MISERICÓRDIA de mim ... pensei: "eu não vou aguentar" mas o médico disse "você está ótima... parabéns" e aquilo de uma maneira ou de outra me deu forças pra ir em frente. Ainda na banheira, onde fiquei grande parte do tempo pude até perceber que depois de muitos dias chovia em Belo Horizonte! Passados uns 30 minutos as dores que vinham a cada contração e que eram SURREAIS se tornaram dores de outra galáxia e vieram acompanhadas com uma super vontade de fazer força. Eles me diziam: "não faça força, ainda não é a hora" e eu que já estava lá em Mardelplata dizia que aquela força era incontrolável. Eu não desejava fazer aquela força toda, mas no mundo da Partolândia tudo pode acontecer !! E então assim segui fazendo aquela força de período expulsivo só que fora do período expulsivo. Após mais um exame de toque: 6cm ... e um turbilhão de sensações atingiu em cheio minha mente, corpo e coração. E as primeiras coisas que me vieram a cabeça era de que eu não iria aguentar até o final sentindo aquela dor toda e que eu já estava exausta e que claro eu queria ANESTESIAAAAAAA. Detalhe eu estava ali há menos de quatro horas e sentia que o dia já havia começado e terminado novamente. Todos ali literalmente me tapearam para que eu não me rendesse à anestesia e assim foi. Saí da banheira e fui para escada de Ling ... a cada contração, sem exceção, era um agachamento e uma força enooorrmmeeee, acompanhada das massagens de Lena que se revezava com Diego de tempos em tempos. Os gritos também vinham do fundo da alma. Sentia no coração cada palavra de todos que estavam ali... de que eu era forte, guerreira e poderosa! Sentia cada gesto de amor e de cuidado... apesar de recusar as comidinhas e de uma vez ou outra aceitar um mel de Diego pra me dar energia e de receber com gratidão de Lena os diversos copos gelados de água e sentir por várias vezes aquele ventinho que ela fazia com seu leque poderoso. Ouvia até os gritos da mulher no PPP ao lado e no meu inconsciente me questionava: "será que vou conseguir primeiro que ela?" Será que minhas dores são mais fortes do que a dela?" É uma loucura mas pensei exatamente isso. Voltei para banheira e a dor no quadril que veio arrebatando meu corpo me fez mudar de posição dentro d'Água e Diego que aguentou firme todo o tempo me abraçou em seu colo dentro da banheira recebendo toda aquela pressão a cada contração. No pequeno intervalo de uma contração e outra ele me retribuía com um sorriso e dizia que Olívia estava chegando e com certeza isso me deu mais segurança e força para continuar. Nessa hora já sentia uma pressão gigante entre as pernas. Me recordo que nesse momento eu punha pra fora gritos muitos altos que liberavam uma energia imensa junto a força que eu fazia. Diego até chegou a pensar que Olívia estava apontando por ali e pegou até a máquina para fazer aquele registro...rs, mas calma, não foi dessa vez!

Passado mais uma horinha meu médico entrou para checar tudo e o exame de toque dessa vez foi extremamente dolorido e com certeza diferente dos anteriores. E? 8cm. Uuuuhhuuu! Nessa hora era difícil caminhar, era difícil sentar, e por mais que eu quisesse era difícil relaxar... as dores não me deram trégua, a não ser em um único minuto onde cantei um mantra e chamei por Olívia.
Uni forças e fui para o chuveiro... as pernas doiiiiiiiaaammmmm muuuuuito e o quadril queimava... fui para cama buscar outra posição em quatro apoios... dali fui pra banqueta onde Diego teve total importância pois me ajudava a fazer força e me empurrava pra frente quando vinha a contração. O médico voltou e ao checar a dilatação... minha gente, se o exame anterior já tinha sido dolorido esse então foi avassalador, e??? 9cm Uuuhhuuuuu e todos se animaram. Dr. Hemmerson até abriu os materiais e deixou tudo preparado para receber Olívia e me disse: "seu partograma está lindo ... vai nascer até meio dia." Até Dra. Ludmila - a 2ª obstetra do Instituto já havia chegado. Nesse momento meu coração se encheu de uma energia tão grande que tudo o que pediam pra eu fazer nessa hora eu fazia ... voltei pra banheira e aí meninas .. o trem ficou feio demais ... o relógio marcou 12:00... marcou 13:00 ..marcou 14:00h. E de 9cm eu não passei. Eu não evoluía para dilatação total. Comecei a questionar se algo de estranho estava acontecendo e batata: assinclintismo + transverso persistente. Olívia que mantinha os batimentos cardíacos fortes o tempo todo estava com a cabecinha virada de lado e com o tronco transverso. Não conseguia descer.
Fui para chuveiro e na companhia de Lena comecei a questionar o que poderíamos fazer naquele momento já que nem forças para agachar eu tinha mais. No momento da contração minhas pernas tremiam incontrolavelmente. Chamamos o médico e eu disse que precisávamos conversar sobre o que estava acontecendo... eu já estava exausta e precisava entender até quando eu ficaria ali e o quanto de força ainda precisaria ter para chegar ao fim da maratona.

O médico pediu que eu deitasse na cama na tentativa de realizarmos uma manobra... sem sucesso pois eu não suportava mais aquela dor, a pior de todas que já senti na vida. O colo do útero já estava edemaciado já que há muitas horas eu fazia força. Por um minuto me desesperei e chorei. Todos me acolheram, seguraram minha mão e me deram uma segurança que jamais esquecerei. Parei de chorar instantaneamente. Foi então que, após uma conversa em conjunto, partimos para a 1ª alternativa: anestesia. Isso mesmo. Tomei uma anestesia com 9cm de dilatação na tentativa de relaxar e realizarmos uma manobra para que Olívia descesse. O médico me disse que poderíamos ter ficado ali esperando por mais algumas horas. Fizemos cardiotoco e ela estava ótima, forte e determinada a não nascer, não de parto natural, não de parto normal como havíamos planejado durante meses.

É isso mesmo. Numa decisão tomada mais uma vez em conjunto e apontando para a total indicação: após concluirmos que nossa bebê estava com DCP relativo (Desproporção céfalo-pélvica) apresentando a cabecinha virada e o tronco transverso, após 3 horas de expulsivo sem progressão de descida e por muita exaustão minha, Olívia veio ao mundo às 15:50 do dia 05/10/16 por meio de uma cesariana intra-parto MAS cercada de muito amor e carinho, com todos os nossos direitos respeitados. Com certeza, como relatou Dr. Hemmerson: "um nascimento em meio a sensações intensas e emoções tão inesquecíveis!"
E eu não sou menos mulher porque passei por uma cesárea e Olívia não é menos amada porque nasceu pelas mãos de um profissional brilhante.
Se eu faria tudo outra vez? SIM.... absolutamente igual!
E viva a cesárea que veio para salvar vidas quando absolutamente indicada!

A nossa gratidão eterna a Dr. Hemmerson Henrique Magionin, Lena Rubia Borgo Bezerra e Dra. Ludmila Maria Guimarães Pereira pelo carinho, paciência, sensibilidade e principalmente respeito.
O nosso muito obrigado carinhoso a toda equipe do Instituto Nascer que sempre nos atendeu com muita competência.
E o meu muito obrigado ao meu marido - Diego Rezende que correu essa maratona comigo até o fim e acreditou na minha capacidade. Sem ele eu não conseguiria. Te amo!
 
 
 
 
   

30 de outubro de 2016

Relato de parto Maíra Fonseca

Finalmente compartilho meu relato de parto domiciliar não planejado, mas muito sonhado!

Há pouco mais de cinco meses recebi um grande presente e vivi a experiência mais marcante e transformadora da minha vida. Cecília nasceu de um lindo, rápido, inesperado, intenso e suave, parto em casa, mostrando que a vida pode ser mais simples, leve e natural e que, na verdade, temos pouco controle sobre ela. Depois de uma cesariana bem indicada e um parto normal hospitalar que me trouxeram meus dois primeiros filhos, desta vez planejei um parto natural também na maternidade. O parto humanizado, que coloca a mulher como protagonista, respeitando seus desejos e limites, já era uma convicção pra mim. Na gestação da Cecília cheguei a desejar e cogitar um parto domiciliar, por uma série de questões a ideia foi descartada e passei a me preparar para nosso grande encontro na maternidade. Eu descartei a possibilidade e fui me convencendo de que não precisava ser em casa, que eu poderia ter o parto desejado no hospital, que não seria tão diferente assim, que um parto domiciliar era um sonho lindo, mas distante pra mim. Eu descartei a possibilidade, mas ela não! Talvez pelo íntimo e profundo conhecimento dos desejos, necessidade e possibilidades da mãe, não sabemos ao certo. Também não chamo de acidente e sim de um lindo presente. A gestação da Cecília foi vivida de uma maneira simples e intensa, a Yoga, fisioterapia, participação nas rodas e cursos de gestantes, leituras, trocas de informação e experiência foram fundamentais e compensaram o fato dela não ter um lindo quarto montado, enxoval impecável, chá de fraldas ou lembrancinha de maternidade prontos no momento do seu nascimento.

Foram apenas 03 horas intensas de trabalho de parto ativo. Às 05h45 da manhã do dia 17/05/16 acordei com o rompimento da bolsa, assim que levantei comecei a sentir cólicas leves, como um sinal de que o trabalho de parto iria começar. Mas não imaginei que fosse evoluir tão rápido, tendo em vista minhas experiências anteriores quando fiquei com a bolsa rota, sem entrar em trabalho de parto ativo por 12 / 18 horas. Ainda conseguia realizar minhas atividades normais, entrei pro banho, comecei a aprontar a Clara pra ir pra escola, conversei com ela que a chegada da irmã estava próxima, mandei uma mensagem para Rosana, minha Doula, liguei pra minha mãe. Às 07h00 minha mãe chegou em casa e levou a Clara pra escola, liguei para o Dr. Marco Aurélio, meu obstetra. Relatei o ocorrido e combinamos de nos encontrar às 09h15 na maternidade. Às 07h30 com cólicas mais intensas percebi que perdia sangue depois de cada contração. Preocupada liguei para o Dr. Marco Aurélio e Rosana de novo que me tranquilizaram dizendo que provavelmente era só a dilatação do colo do útero. Continuamos com o combinado de encontrar na maternidade às 09h15. Então entrei de novo pro chuveiro, com a intenção de me lavar de novo, tomar café da manhã e ir pra maternidade. Mas no chuveiro as dores e contratações se intensificaram, sem pensar, adotei posturas e mentalizações da Yoga. A água e as posições aliviavam muito a dor, e no intervalo das dores e contrações, cada vez mais curtos, mais perda de sangue. Tentei sair do chuveiro e não conseguia, por três vezes cheguei a desligá-lo, mas as contratações intensas me chamavam de volta. Fiquei por mais ou menos 01 hora no chuveiro. Neste tempo tudo passou pela minha cabeça, confiança, medo, arrependimento pela minha escolha, lembrança das minhas ancestrais, em especial minha avó Cecília (quem já vinha evocando na últimas semanas de gestação) e confiança de novo. Mentalmente eu repetia o mantra que construí ao longo da gestação, mas que somente durante o trabalho de parto se concretizou pra mim – Entrega I Confia I Aceita I Permite. Depois de 01 hora no chuveiro, idas e vindas da minha mãe e Bernardo me alertando do avançar da hora, percebi que tinha de sair do banho, de qualquer jeito. As dores não dariam intervalo maior, pelo contrário, tinha certeza de que cada contração estava aproximando minha filha de mim. Elas não iam suavizar e dar um tempo maior até que Cecília nascesse. Precisava ir, seja como fosse. Tinha um horário marcado com meu obstetra. Enquanto eu estava no chuveiro Bernardo e minha mãe se organizavam pra sairmos para a maternidade. Bernardo se comunicou com a Rosana e decidiram que era melhor ela vir pra casa para nos ajudar a sair pra maternidade. Com a ajuda da minha mãe, mais ou menos 08h30, saí do chuveiro, com contrações e dores muito fortes. Conseguimos me vestir, escovei os dentes e comecei a andar de um lado pro outro entre meu quarto e o banheiro social. Precisava encontrar posições que me ajudassem a suportar a dor, enquanto o Bernardo terminava de preparar o carro. Agachava apoiada na pia do banheiro e vocalizava. Até que depois de algumas contrações, em três apoios no chão do meu quarto, percebi que as dores descomunais estavam dando espaço para uma espécie de queimação, e neste momento, senti uma pressão, uma força de expulsão mas que não era voluntária. Bernardo me fez massagem nas costas enquanto eu estava nesta posição e também foi assim que a Rosana me encontrou quando chegou. Ela me ergueu, abanou, e disse que precisávamos ir, que eu deveria estar na fase expulsiva. A presença dela me confortou muito e me lembro de dizer pra ela que Cecília estava chegando. A Rosana então me disse que, sem me tocar, ia tentar identificar em que fase do trabalho de parto eu estava. Então, uma tentativa de ficar sobre a cama. Foi em vão. Uma contração forte me levou para o banheiro e de lá às pressas a Rosana me trouxe de volta pra cama. Ela percebeu que minha filha estava pra nascer e de repente chamou o Bernardo para aparar nossa filha. Assim ela nasceu, às 08h45 da manhã. Sem avisar, sem pedir permissão, sem que planejássemos, sem que eu desse nenhum grito, silenciosa e tranquilamente. Mais do que eu podia sonhar, mais do que eu podia desejar e imaginar. Exatamente na presença das pessoas que eu intimamente desejava ter por perto, exatamente onde eu queria que acontecesse. Ficamos por alguns instantes chocados, em êxtase, tomados pela emoção. Cecília nasceu sem chorar, veio pro meu colo, na minha cama, ainda ligada à placenta pelo cordão.

Mas não bastava ela ter nascido bem, para que tudo acabasse em segurança, eu precisava expulsar também a placenta. A Rosana, imediatamente, ligou para a Odete, enfermeira obstetra. Relatou pra ela o ocorrido, mandou fotos e vídeos. Ligamos também para o Dr. Marco Aurélio. Precisávamos tomar uma decisão – ir para o hospital ou permanecer em casa. Um instante de dúvida até que, mais uma contração e um pouco de força, a placenta saiu, íntegra. Eu já não tinha mais dúvidas, tinha terminado, assim como começou, de maneira natural, sem interferências, assim como todas as mulheres pariram até menos de 100 anos atrás, sozinhas, assistidas por outras mulheres, sem intervenção, como um evento fisiológico e natural. Liguei eu mesma para o Dr. Marco Aurélio, relatando novamente tudo o que tinha acontecido. Ele percebeu o quanto eu estava bem, disse que quando acontece algo assim, é o destino agindo. Me deixou livre e tranquila para tomar decisão de ficar em casa. Chamamos então a Odete que nos prestou os primeiros atendimentos. Eu não tive nenhuma laceração. Cecília estava ótima, com todos os sinais vitais dentro do esperado. Odete clampeou o cordão, depois que ele parou de pulsar, e depois da primeira mamada da Cecília, o Bernardo cortou o cordão umbilical. Bernardo, minha mãe, Rosana e Odete mediram, pesaram, limparam e vestiram Cecília, enquanto eu tomava banho com o Francisco, desde então meu filho do meio, pouco mais de duas horas depois do parto. Tudo na nossa casa. Clara chegou da escola e pôde conhecer a irmãzinha. Meu pai e minha irmã chegaram em casa, recebi pessoas queridas na sequência, almoçamos todos juntos, com Cecília no moisés na sala. O dia transcorreu assim, como uma grande festa, estávamos transbordando de felicidade e emoção. À noite coloquei meus filhos maiores pra dormir, como de costume, na minha cama, com a pequena Cecília dormindo também ao lado, na sua primeira noite neste mundo.

Não foi obra do acaso. De cinco anos pra cá, desde a gestação da Clara, tive a sorte de cruzar em meu caminho com pessoas e profissionais extremamente HUMANOS, que me apresentaram caminhos que até então eu desconhecia. Luciana Dietze, você foi a primeira pessoa que falou comigo em parto humanizado, em Cabeça de Boi. De lá pra cá meu carinho e admiração por você só aumentam, sou muito grata por ter você como amiga! Dr. Marco Aurelio Valadares, minha admiração e respeito por você só crescem, até mesmo quando você não assiste meu parto presencialmente! Você faz parte da história da minha família. Lena Rubia Borgo Bezerra, minha doula no parto do Francisco, minha gratidão e admiração eternos, você deixou sua marca nesta construção, e como o Universo conspira mesmo, Cecília sabia que você não teria chegado a tempo! Rosana Cupertino, o que dizer de você? Doula, professora de Yoga, fisioterapeuta, anjo, amiga, um grande presente que recebi nesta gestação. Sem você com certeza as coisas não teriam acontecido como aconteceram, serei eternamente grata. Re Gomide, minha amiga irmã, mais um presente guardado pra ser revelado neste momento tão especial. Há pouco mais de um ano fomos buscar nossos anjinhos no paraíso, que elas sejam muito felizes, e tragam ainda mais paz, amor e harmonia para as nossas famílias e perpetuem nossa amizade. Odete Pregal Monteiro Candido, até então, era para mim como um mito, um sonho distante, mais um anjo que apareceu na hora certa, para concretizar este sonho e permitir que continuássemos em casa, depois de termos vivido nossa grande aventura da vida! Mãe, Maira Tereza da Fonseca, como posso expressar minha gratidão e felicidade por ter você como minha primeira e eterna professora, sempre me apoiando. Você é inspiração, força e segurança. Assim como a Ti, Aninha Correa, vocês são exemplos de mulheres fortes e guerreiras, muito importantes pra mim nesta construção e em todos os momentos da minha vida. Bernardo Carmo Krauss, meu companheiro e parceiro de vida, o que eu desejo pra nós é que a gente aproveite ao máximo a oportunidade, não só desta experiência, mas da convivência diária com nossos filhos para evoluirmos todos os dias. Obrigada por dividir comigo esta aventura! Agradeço imensamente também a todas da ONG Bem Nascer, pelo maravilhoso trabalho que promove mudanças na vida de tantas mulheres e famílias e minhas colegas de Yoga pela convivência e troca durante a gestação da Cecília, tão importantes pra mim.

E o que dizer mais sobre esta experiência? Transformadora, oportunidade de autoconhecimento, auto encontro, superação, conexão consigo, com outro ser e com o divino. Talvez a mais transcendental das experiências humanas. Mas é um parto, um ritual de passagem, um ponto de partida, um começo. Aprendi que ao refletir e fazer escolhas com relação ao nascimento de um filho, estamos nos preparando não somente para o parto, que é um evento fisiológico sobre o qual pouco temos controle, mas na verdade estamos nos preparando e nos renovando para receber a nova vida, para o desafio maior que é a maternidade. E nós mulheres, sabemos parir, precisamos nos informar para, através do racional, alcançar a confiança e liberdade necessárias para viver instintiva e intensamente este momento que é um dos mais importantes na vida de uma mãe e seu filho.
 

Mensagens para a Bem Nascer

 "Parabéns a ONG BEM NASCER  por desenvolver um trabalho de esclarecimento a casais grávidos, que em muitas oportunidades sentiram-se 'perdidos', assim como foi comigo. Sucesso sempre e que continuem ajudando a muitos outros casais.
Hevaldo Duarte"

"Gostei muito de participar. A Roda foi bastante informativa , trocas de experiências e carinhosa. Obrigada! Iremos voltar! Mari e Ricardo."

'Lá em casa todo mundo 'é da conversa'! Essa Roda Maravilhosa que mudou a nossa vida. E nos trouxe valores especiais como a "vida simples", "parto bom é o parto fisiológico", "a natureza é a melhor medicina". Obrigado a Bem Nascer.
Maya, Gael, Lili e Renan"

"Parabéns a ONG BEM NASCER! Que continue ajudando muitas famílias! Camila e Rodrigo"

"Mamãe, Papai e Ester agradecemos pelo imenso carinho que a Ong tem com cada um de nós. Retribuímos agora dizendo, 'nós te amamos'. Obrigada querida Ong por tudo!!! Desejo a vocês muita saudade e paz. Pra continuar esse trabalho tão lindo e tão importante. Sei que um dia olharão para trás e verão toda extensão dessa caminhada.
Vale a pena! Sucesso!! Carla Fabíola (#metamorfosematerna)"

"Ong Bem Nascer
Obrigada pelo lindo e importante trabalho que prestam aos nossos amores, filhos, mãe, pai e a sociedade. Obrigada por humanizar! Nossos sentimentos não poderiam ser melhores hoje. E devemos isso a vocês que fazem parte e frequentam as rodas da Ong Bem Nascer. 
Parabéns pelos 15 anos! Parabéns por fazer história!
Sarah e Luizmar, com a Sophia."

"Que essa energia toda que tornou possível que essa ONG existisse por esses 15 anos continue contagiando. Conheci a ONG hoje e já fiquei doido pra voltar. Parabéns e força para continuar. Gabi"

Roda 15 anos ONG Bem Nascer





















Os papais que estão sempre presentes em nossas rodas. Nosso muito obrigada por acolherem todo universo junto às suas esposas. Famílias = conjunto




 
 
 
 
 
 
vou olhar bem direto. Pois, ser bonita é assim, preciso estar atenta o tempo todo para os fotógrafos.

nossa, meu dedinho esta tão gostoso 

com esse olhar, preciso disfarçar sendo o batman? Não, com certeza, não 

Gabi se encantou com o pano. Criança é assim... deixa-as encontrarem o que as alegram.
 

 
Maia - difícil ser charmosa... já me encontraram.  

 
até minha roupinha imitou meus lindos cílios 

  
Amora - já que não tem ninguém olhando, acho que vou pegar uma uvinha... hummmm

 
mais novinha da roda hoje, Sofia 

- que lindo ver. Crianças, bebês que acompanhamos a gestação, retornando para prestigiar os15 anos da ONG Bem Nascer. Isso nos motiva, alegra nossos corações. Retornem sempre a casa é de vocês, a casa é nossa. Ops - a roda é nossa. 
   
email - ONGbemnascerBH@yahoo.com.br