24 de julho de 2017




Esta de volta...
Com alegria comunicamos que a 
Roda ONG Bem Nascer MANGABEIRAS, no CEAM, retornou.
Será dia 29/07/17, das 09:30 às 13:00. Sábado.
Tema dessa roda - AULA DE YOGA PARA CASAIS GRÁVIDOS
Serão ensinadas posturas, respirações e mantras para serem praticados durante a gestação e no trabalho de parto.
A Aula de Yoga será coordenada pela jornalista e instrutora Cleise Soares, presidente da ONG Bem Nascer. Contando também com a presença da doula Bel Cristina.
Não é preciso se inscrever previamente.
Pedimos apenas para chegarem às 10 em ponto, afim de aproveitarem melhor a interação com o grupo. Levem panos para forrar o chão.
Participação aberta e gratuita. Favor levar um lanche para compartilhar.

Dúvidas, sugestões ou críticas, favor enviar email para
ONGbemnascerBH@yahoo.com.br




18 de julho de 2017

Exposição Sentidos do Nascer em BH/UFMG

A imagem pode conter: 2 pessoas, texto
- Exposição Sentidos do Nascer, última semana. Quem não visitou ainda dá tempo.
- Todos os dias entre 17 a 22/07 - das 09:00 às 21:00.
- Participação aberta e gratuita

https://www.ufmg.br/sbpcnaufmg/exposicao-propoe-novo-sentido-para-o-nascer/
LOCAL - UFMG – Campus Pampulha - Próximo à Faculdade de Educação e ao Restaurante Setorial I. Av. Presidente Antônio Carlos, 6627 – Pampulha, Belo Horizonte.

Relato de parto Telma Maciel


Em 20/11/2004 nasceu Sofia. De parto normal. Completamente induzido e cheio de violência obstétrica.

Geralmente o primeiro parto é assim: a gente confia no médico, confia no hospital e nos procedimentos. Falta informação. Hoje em dia isso já é um tanto diferente, mas 12 anos atrás era bem assim: faltava informação.

Em 2010 eu fui convidada a participar voluntariamente da ONG Bem Nascer, fazendo a diagramação do Informativo e foi maravilhoso, pois aprendi muita coisa e decidi que se tivesse outro filho, eu procuraria o parto natural, HUMANIZADO!

Quando, em setembro de 2016, me descobri grávida, busquei ainda mais informações do que eu já tinha e procurei o apoio do meu marido, mas foi difícil... Ele, um pai “experiente” com histórico de duas cesáreas, não foi muito útil na minha escolha... Mas depois que eu recebi a indicação de uma Enfermeira Obstetra do Sofia Feldman para nos acompanhar numa visita ao hospital, ele aceitou e também aceitou que ali, apesar das acomodações não serem boas como seriam num hospital particular, seria o melhor lugar para a escolha que eu fiz.

Consegui também, com 37 semanas, uma doula muito querida, a Fernanda. Por morarmos meio longe uma da outra, combinamos que o acompanhamento seria via whatsapp até eu ser internada, quando então ela iria pra maternidade e me apoiaria lá.

Angelo tinha duas DPP’s: de acordo com a DUM, era para o dia 16/05. De acordo com o primeiro US morfológico, era pra dia 06/05. Mas ele não nasceu em nenhum dos dois dias. E o tempo foi passando, deixando a minha GO preocupada... mas pelo menos ela estava se baseando pelas contas da DUM e, no dia 15/05, quando fui fazer uma consulta no hospital em que ela atende para fazer o cardiotoco, ela me disse que se o Angelo não nascesse até o dia 22/05 teríamos que induzir o parto ou partir para uma cesárea pois já entraríamos na 41ª semana... Eu fiquei muito triste e abalada, mas no dia 18/05, quinta feira, eu resolvi conversar muito com o Angelo enquanto colocava a casa em ordem pra chegada dele e às 17hs comecei a sentir cólicas, mas só contei para meu marido, mãe, tia e filha depois das 20hs, quando eu já tinha certeza do que sentia. Todos ficaram ansiosos, menos eu... já sabia que não demoraria demais, que não chegaria na segunda.

Sexta feira, 19/05, acompanhei o marido em duas consultas médicas dele, aproveitei pra me distrair e caminhar. Por conta das consultas ele ficou em casa o dia inteiro, o que foi bom pra me dar um apoio de tarde, quando as contrações começaram a aparecer mais fortes. Às 17hs, fase latente do trabalho de parto! Claro que ainda não era possível uma confirmação do tempo que levaria até o Angelo nascer, mas aquilo já me deixou bem feliz. Às 21hs fui descansar e consegui dormir entre uma contração e outra. À meia noite eu levantei para tomar o terceiro banho quente do dia e quando meu marido perguntou como eu estava, eu respondi “ótima, mas está na hora de irmos para a maternidade”. Saímos de casa 1:21hs e fomos bem devagar, pois chovia... levamos mais de uma hora até o Hospital Sofia Feldman.

Chegando lá, admissão: 42 semanas de gestação = internação certa às 3:20hs! 5 cm de dilatação. Ótimo. Passei aproximadamente uma hora no pré-parto e precisei do antibiótico por causa do Strepto B positivo. Às 4:30 fui encaminhada para a suíte de parto e a Fernanda chegou na mesma hora.
Suíte de parto? Sim... no Sofia Feldman tem, sim, o centro cirúrgico. Só é usado para casos graves e cesáreas realmente necessárias. Qualquer outra gestante é atendida na suíte de parto, que conta com banheiro privativo grande (e chuveiro quente! Rs), banheira (poucas suítes não tem banheira e não tem como escolher isso), bola de pilates e a cama “hospitalar”, que é muito diferente da tradicional, pois ela é bem mais baixa, fica com o encosto elevado e não tem aquelas porcarias da gente colocar as pernas. Tem também um arco que encaixa na cama e que é bem interessante. Além disso tem todo o equipamento que a gestante pode precisar durante o TP, além dos equipamentos para os primeiros cuidados com o bebê.

Já no pré-parto eu sentia um pouco de vontade de fazer a tão famosa força pra baixo. O que continuou, aumentando gradativamente.

Na suíte, uma enfermeira obstetra bem novinha se apresentou carinhosamente e disse que acompanharia o meu trabalho de parto. Ela não saiu da suíte em nenhum momento e estava sempre se dirigindo a mim com muito carinho e paciência, sempre, e respeitando demais a presença da Fernanda a meu lado. Sempre pedindo permissão para escutar o coraçãozinho do Angelo de tempos em tempos.

Eu fui direto para o chuveiro e fiquei ali por muito tempo, agachando toda vez que vinha uma contração. Dali eu quis ir para a banheira e não sei por quanto tempo fiquei ali, cantando as músicas que eu selecionei na minha playlist do parto e que a Fernanda lembrou de colocar pra mim. Eu não sei quais músicas tocaram, mas me lembro de cantá-las rs.
 
Pouco antes das 7horas a enfermeira disse que precisava fazer o toque, que tinha sido verificado na minha admissão, às 3:30hs. Ela explicou que precisava ter feito o toque às 6:30hs, mas achou que ia conhecer o Angelo e isso não seria necessário, mas como o plantão dela acabaria às 7hs, seria necessário. Mas me perguntou se eu permitia.

Nessa hora eu já queria pedir arrego, pedir analgesia... mas esperei. Fui para a cama e depois de ser avaliada, ela disse que eu estava com a bolsa íntegra e com dilatação total: 10cm!!! Sendo assim, preferi esquecer a analgesia! Já estava perto. Me sugeriram colocar o arco na cama, o que aceitei logo. Agachei e fui fazendo bastante força e a bolsa estourou de uma vez só! Foi fantástico! Mas me cansei demais e quis relaxar no chuveiro de novo.

Nesse momento a enfermeira da madrugada foi embora e chegaram outras duas. Me senti da mesma forma com elas: acolhida. Eu estava MUITO BEM assistida! Como elas já podiam ver os cabelinhos do Angelo enquanto eu estava na cama, colocaram o banquinho de cócoras no chuveiro pra eu ficar mais confortável e porque existia a possibilidade de ele nascer ali. Se ofereceram para me ensinar a amparar o Angelo caso ele nascesse ali e também amparar o meu períneo para ter o menor nível de laceração possível. Fiquei no chuveiro por muito tempo, mas me cansei. Voltei pra cama, agachada e fiquei assim algum tempo, mas as pernas doeram. Uma das enfermeiras do novo turno me falou docemente que eu poderia descansar, se quisesse, tentar dormir, relaxar. E foi o que fiz. Deitei de lado na cama e descansei. E até consegui tirar um cochilo entre as contrações. Quando “acordei” novamente, mais renovada, pensei em ficar agachada, mas não conseguia. E então as enfermeiras me ofereceram um lençol amarrado ao arco. Essa manobra poderia aumentar a minha força na hora das contrações. Aceitei. E durante todo esse tempo elas continuavam escutando o coraçãozinho do Angelo, que nesse momento começou a desacelerar durante (ou depois, não lembro) as contrações. Me ofereceram o oxigênio para ajudar a mandar isso para ele. Aceitei, claro! Voltei a fazer força e foi quando, depois de uma contração, a Fernanda me falou que com mais três forças o Angelo nasceria, me renovei! Fiz uma força grandona, senti a queimação do círculo de fogo e a emoção de poder tocar a cabeça do meu filhote, que logo apareceu, com uma circular do cordão no pescoço. Relaxei pra esperar a próxima contração e quando ela veio fiz mais uma força grandona e senti os ombros passando e logo ele estava ali, com mais cordão enrolado nos dois braços e com mecônio nas perninhas e costas – ele tinha feito o primeiro mecônio, provavelmente em uma das últimas contrações.

A pediatra foi chamada e logo depois de tirarem o excesso de mecônio do pequeno, ele veio para os meus braços. A pediatra o avaliou ali mesmo (por causa do mecônio) e estava tudo ok. Meu marido chegou e ficamos juntos babando no filhote. Ele mamou. E nós esperamos a saída natural da placenta, mas ela não aconteceu, pois ficou parada no meio do caminho, o que impossibilitou as contrações para sua expulsão. E então, quase uma hora depois do nascimento do Angelo, a enfermeira pediu minha permissão para retirar manualmente a placenta, pois já tinha muito tempo. Com todo respeito e paciência o procedimento foi feito. Sem dor, sem problemas. A Fernanda tirou uma foto do pequeno com a placenta; eu o separei dela, cortando o cordão... E depois de todo esse tempo maravilhoso com o filhote nos braços, eu o passei para a equipe de pediatria e fui tomar um banho, acompanhada da Fernanda, por causa da fraqueza.
Meu meninão nasceu de um parto totalmente natural, totalmente humanizado, sem nenhuma violência obstétrica ou intervenções, às 8:13hs do dia 20 de maio, com 50 cm e 3800g. Não solicitei analgesia e não tive laceração no períneo! No fim das contas, me senti renovada, me senti renascendo naquele parto! Foi maravilhoso e não me arrependi nem um pouco de abrir mão do plano de saúde e de uma hotelaria melhor, porque tive o parto que sonhei!
Sei que o texto aqui ficou bem grande, mas não ficou tão detalhado (sim... consigo ser ainda mais detalhista... rs). Escrevi um post no meu blog com mais detalhes sobre o primeiro e esse segundo parto no meu blog. Quem se interessar, esteja à vontade.
Agradeço a quem leu até aqui. Foi com muito carinho que escrevi esse post para o blog da ONG Bem Nascer, que foi onde aprendi praticamente tudo para realizar esse parto de agora, e se quiser entrar em contato comigo para alguma outra informação, estou à disposição.

Meu email: maciel.telma@gmail.com

Meu blog: http://telmaciel.blogspot.com.br/2017/06/angelo-nasceu-post-gigante.html

10 de julho de 2017

Roda ONG Bem Nascer MANGABEIRAS - CEAM

Esta de volta a roda 
Com alegria comunicamos que a Roda ONG Bem Nascer MANGABEIRAS, no CEAM, esta de volta.
Tema dessa roda - AULA DE YOGA PARA CASAIS GRÁVIDOS
Serão ensinadas posturas, respirações e mantras para serem praticados durante a gestação e no trabalho de parto.
A Aula de Yoga será coordenada pela jornalista e instrutora Cleise Soares, presidente da ONG Bem Nascer. Contando também com a presença da doula Bel Cristina.
Não é preciso se inscrever previamente.
Pedimos apenas para chegarem às 10 em ponto, afim de aproveitarem melhor a interação com o grupo. Levem panos para forrar o chão.
Participação aberta e gratuita. Favor levar um lanche para compartilhar.
Acompanhem também no blog www.bemnascer.org.br
Dúvidas, sugestões ou críticas, favor enviar email para
ONGbemnascerBH@yahoo.com.br

22 de junho de 2017

Parto real X parto ideal - Plano de Parto

CCBB/BH e, assim mais uma roda de partilha, oportunidade de ouvir e falar, de boas trocas, onde cada participante compartilhou sua construção de parto-nascimento, onde o certo e errado não existe. Antes, durante, pós parto, amamentação, puerpério, todas as fases merecem acolhimento, respeito, apoio, segurança. Algumas podem ter partos mais difíceis, delicados, mas TODAS, sem exceção, merecem sentirem-se seguras e serem ouvidas, individualmente, no seu momento de trabalho de parto, parto, pós parto, enfim em todo ciclo gravídico. 
Então, diante dessa troca o que é real, o que é ideal para cada uma? O Plano de Parto pode ajudar a responder essa questão. Pois, estudar as possibilidades e escrever sobre o que deseja ajuda a minimizar o medo do desconhecido. IDEAL que TODA mulher/bebê/família pudesse vivenciar o momento do nascimento com toda segurança e respeito, livres de toda tensão em todo lugar. REAL ainda longe em muitos locais, infelizmente.
Se preparar para o parto e para o pós parto tão importante quanto.
Algumas palavras chaves comentadas na roda diante do tema - parto Real X parto ideal
- parto natural
- parto normal
- parto humanizado
- se tudo der certo
- desorganização
- acho que não sei nada
- controle
- parto é como se jogar no mar aberto sem boia
- buscar conhecimentos
- cesárea
- prático/sofrer?
- dor
- empoderamento que esta dentro da gente

...
e, assim falamos sobre o Plano de Parto.
Esse, sim é um documento que pode auxiliar e muito na construção do parto-nascimento.
Não é um documento oficialmente, reconhecido por todos ainda, infelizmente, mas é sim, com certeza, uma excelente ferramenta.
Não basta copiar  de alguns prontos que se lê/vê nos meios sociais. É necessário compreender sobre o que esta escrito desde termos como o que é solicitado. O que é seu direito, do bebê, do acompanhante de livre escolha - Lei do Acompanhante - 11.108/2005 seja no setor privado, casa de parto, sus, ou mesmo, parto domiciliar.
Sendo assim, estudar sobre a fisiologia do parto e, diante desse estudo, buscar dentro da realidade de cada uma, onde encontrará o mais próximo do que desejas desde maternidades a profissionais que acolherão suas escolhas a medida do possível. Ou seja, atuar com responsabilidades compartilhadas segundo OMS, baseadas em evidências científicas, fazendo uso das boas práticas do parto.
Pode ser iniciado como um esboço sobre os "desejos" até dúvidas sobre o que deverás buscar. E, a medida que a gestação for evoluindo,  e com mais estudo ir finalizando o Plano de Parto pessoal.
Ele é a voz de cada mulher, do casal, da família - gestante e acompanhante de livre escolha, dentro das instituições. Por isso, tão importante quem for acompanhar no dia do parto diretamente, preparar-se junto. Uma vez que a mulher precisa sentir-se segura, acolhida e, não precisar "pensar/raciocinar/vigiar" no dia do parto para entregar-se e vivenciar a dança pessoal do parto. 
e, assim todas se expressam livremente.
Parto é entrega, é permissão, flexibilidade para ir acolhendo suas fases/etapas. Momento intenso, forte, desafiador, recheado de muitas emoções, sensações. Plano de Parto não tem um roteiro específico. Cada mulher precisa estudar sobre o que para ela é importante e iniciar sua própria construção. Isso deveria ser incentivado/construindo junto com o prenatalista, mas infelizmente, não o é. Poucos, ainda bem que tem, mas poucos o fazem.
Como fazer?
1)pesquise na internet sobre Plano de Parto
2)Após ler alguns, comece a fazer um rascunho sobre o que para você teve peso de importância dentro da sua realidade.
3)Evite comentar com pessoas que não compartilham do mesmo desejo. A construção do parto-nascimento deve ser partilhada com a pessoa que irá lhe acompanhar no dia do parto, essa sim, precisa "estudar junto" sobre esse universo gravídico. Além das rodas presenciais, grupos que apoiam o parto fisiológico virtual, também são de grande ajuda. O apoio é fundamental, por isso o preparo junto é muito importante.
4)Parto tem fases e o Plano de Parto deve acompanhar cada uma delas. Antes, durante, pós parto imediato e cuidados com o bebê.
5)Fase inicial - ainda contrações irregulares - evitar contar para pessoas que não irão somar, positivamente. E, sim, deixar escrito no Plano de Parto como deseja passar a fase inicial.
5.1)contrações irregulares, ficar em casa com apoio da pessoa que "estudou" junto com você a fisiologia e, que poderá apoiar, buscando auxiliar a vivenciar essa fase da melhor forma possível. A ligar para o profissional, caso tenha contratado um. Ou mesmo ir para maternidade ser avaliada e, poder voltar para casa, se não estiver com contrações regulares ou com pouca dilatação ainda. Enfim, infinitas possibilidades que precisam serem conhecidas, estudadas, anteriormente, para fazer escolhas no dia do parto com mais tranquilidade.
6)e, quando entrar no trabalho de parto ativo, provavelmente, já escolheu profissional e/ou local para o nascimento do bebê poderá desde ir para maternidade, a comunicar ao profissional se contratado que deseja ir para maternidade ou alguém ir a sua casa.
7)ao adentrar o local, deve levar junto com os documentos 02 vias do Plano de Parto. Uma fica com você(s), outra apresenta a equipe da maternidade ou ao profissional contratado. Lembrando que, infelizmente, não é reconhecido em vários locais, tão pouco aceito. Mas, isso não quer dizer que você não tenha o direito de estar com Ele e apresentá-lo à equipe que assistirá seu parto. Por isso, estudar as  possibilidades diante da realidade de cada uma é importante antes. No dia do parto já saberá qual local acolherá melhor suas escolhas, a medida do possível.

E, o Plano de Parto acaba com o parto?
Não. Então, no Plano de Parto precisa ser incluindo os cuidados com o bebê. 
Intervenções com o bebê, você sabe quais são? 
Rotineiras - desde pingar o colírio, aspirar ou fazer lavagem estomacal de rotina, aplicar vitamina K, dar banho (aqui ressalva - em BH, não sei dizer sobre outros estados), não existe mais berçários, porém tem algumas questões bem delicadas que é praticada em algumas maternidades. Não existe balança dentro do bloco cirúrgico, daí levam o bebê para o "berçário" que via de regra não existe, para medir, pesar, limpar com óleo mineral e vestir. Isso é o que deseja para seu bebê? 
Não dão banho de água, mas dão banho de óleo mineral no bebê. Isso é uma intervenção que mascara o banho. Para o bebê é fundamental o contato pele a pele para ser colonizado pelas bactérias da mãe. E, quando nasce estando tudo bem com ele e sua mamãe é permitir que ambos e acompanhante vivenciem a "hora de ouro". O primeiro print do bebê precisa ser respeitado, pois marca para toda uma vida.
Portanto, avaliar o que para o seu bebê irá ser necessário. Muito do que fazem, rotineiramente, é desnecessário.
E Plano de Parto caso ocorra uma cesárea, existe?
Sim. Toda mulher merece ser bem acolhida em todo acompanhamento do parto, da hora que adentra uma maternidade até a alta. E, a cesárea, que é não é parto, mas sim, cirurgia, pode e deve ser acolhedora.
Algumas sugestões a pedir aos profissionais - atenuar as luzes do bloco cirúrgico, música ambiente que você tenha levado, desligar ar condicionado caso esteja ligado, que lhe falem sobre a hora que vai começar e avise quando já estiver quase nascendo, pedir para não amarrar os braços e se o fizer que desamarre para segurar o bebê quando nascer. Aqui incluindo perguntar se deseja que abaixem o campo para ver o momento da retirada do bebê - isso aproximando o máximo possível a mãe ao nascimento do bebê em sua retirada do útero. E, nascendo bem que o coloque contato pele a pele da melhor maneira possível, pois aqui, precisamos lembrar que algumas vezes não é possível pela questão dos campos "estéreis". Mas, que deseja que o bebê fique bem próximo a ti, sendo que o acompanhante pode ajudar a segurá-lo perto, bem perto.

Então, busque se informar melhor sobre o local, sobre os profissionais caso vá contratar e, veja como é a atuação sobre os cuidados com o bebê depois que nasce também. Escreverei um breve modelo  de Plano de Parto depois.

Tendo dúvidas ainda, escreva para nós. No que for possível, buscaremos auxiliar. Compareça em nossas rodas, assim terás oportunidade de dialogar e tirar suas dúvidas também. Participação aberta e gratuita, levar apenas um lanche para compartilhar com o grupo.
Email - ONGbemnascerBH@yahoo.com.br
A fila continua linda... todas construindo sua trajetória do parto-nascimento

12 de junho de 2017

Roda ONG Bem Nascer CCBB

A imagem pode conter: 17 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área interna
 ATENÇÃO - serão duas rodas no mesmo dia
Dia 17/06/17 - Sábado

PRIMEIRA roda - para acolher gestantes, casais grávidos, acompanhantes e todos interessados no universo gravídico com respeito, segurança, responsabilidade compartilhada. Informações de qualidade, baseadas em evidências científicas, segundo OMS.
Horário - 09:30 às 11:30
TEMA - parto Real X parto Ideal
Entre tantas expectativas acerca do parto, como construir de forma mais saudável a chegada do bebê? Estudar sobre as possibilidades diante da realidade de cada um. Escrever o Plano de Parto, buscar conhecer o local e, ir construindo o nascimento do bebê, aprendendo a lidar com a ansiedade, medos, insegurança. Contar com uma rede de apoio que compreenda de forma respeitosa as escolhas da mulher, do casal - da "família".
Participação
Roda pela manhã - Coordenação
- Bel Cristina - doula, atua com terapias integrativas
- Cleise Soares - jornalista, assesoria de impressa (na maternidade Sofia Felman)
- Lena - doula, educadora perinatal

SEGUNDA roda - para dividir a vivência do pós parto. Tão importante se preparar para o parto, quanto para o pós.
Horário - 14:30 às 15:40
TEMA - Construindo o cuidado
Com muita alegria, convidamos para nosso reencontro.
Nasce um bebê, renasce uma nova família... e, agora? Venha conversar sobre esse intenso período que envolve tantas emoções.
Roda à tarde - Coordenação
- Roseanna - psicóloga
Com parceria de:
- Aline Fêlix - Personal Família e Bebê. Consultoria Pós-Parto
- Ana Monteiro - By Mimos de Mãe
PARTICIPAÇÃO aberta e gratuita. Leve um lanche para compartilhar com o grupo.

Email - ONGbemnascerBH@yahoo.com.br