22 de agosto de 2016

Roda Mangabeiras resgata história da ONG Bem Nascer

No próximo sábado; RODA BEM NASCER MANGABEIRAS, às 9h30, no Centro de Educação Ambiental/CEAM, Parque das Mangabeiras.  Troca de informações, compartilhamento de relatos de parto e registro de falas para o vídeo  institucional,que será lançado em outubro, no aniversário de 15 anos da ONG Bem Nascer. As mamães que já passaram pelas rodas, foram por elas beneficiadas, gostaram da experiência > estão convidadas para a próxima Roda.

A fila que anda, uma tradição das rodas. As gestantes são alinhadas por tempo de gestação. Foto de cima: Parque Municipal, a outra: Parque das Mangabeiras. (Fotos de Isabel Cristina)
Estamos resgatando fotos antigas das rodas nos parques Municipal e Mangabeiras. Tudo começou em 2001, quando a jornalista Cleise Soares e o obstetra Marco Aurélio Valadares criaram o Projeto Bem Nascer, com direito a numerologia do nome, que deu "ribalta, boca no trombone", a edição do primeiro Jornal Bem Nascer e a primeira roda de conversa, com cursos e palestras. Em 2013, o projeto virou organização não governamental.  Desde então, a ONG Bem Nascer acolhe gestantes e casais grávidos para dar esclarecimentos sobre o parto natural e fazer a profilaxia da cesárea desnecessária, eletiva. Já atendemos a mais de mil mulheres.

Esta foto é de passeata feita no Parque das Mangabeiras pelo fim da violência obstétrica. Você passou pelas rodas da ong? A Bem Nascer te ajudou de alguma forma? Grave seu depoimento e envie para a ONG Bem Nascer, que está preparando um vídeo institucional para celebrar os 15 anos de atividade. Envie para ONGbemnascerBH@yahoo.com.br
A Roda Bem Nascer Municipal já aconteceu no coreto, na foto, estamos preparando cartazes para a marcha  pelo fim da violência obstétrica e respeito ao nascimento. Ayrá, filha da fundadora, Cleise Soares, (ao centro) estava com 10 anos, era a mascotinha da ONG. Hoje, está com 18 anos.
Do acervo da ONG: no lançamento da Rede Cegonha, em 2011.

8 de agosto de 2016

Roda ONG Bem Nascer Municipal

Roda - Especial dia dos pais (pais relatam o nascimento dos filhos).
Aberta e gratuita. Favor levar lanche para ser compartilhado.
Se você estiver com dificuldades em usar seu sling ou wrap leve para a roda e receba ajuda com seu bebê!
Informações: 
(31)99258-2195 / Daphne
(31)97352-8717 / Vanessa
Email - ONGbemnascerBH@yahoo.com.br

2 de agosto de 2016

Relato de Ângela Castro

                             
    Desde que tomamos a decisão de engravidar, rezamos para que viesse um bebê forte e saudável, e com a gravidez, pedimos muito que esse bebê fosse recebido no mundo com respeito e amorosidade.
   Como uma futura mãe dedicada, comecei a ir às rodas da ONG Bem Nascer antes de engravidar e aí começou a construção do nosso parto. Além de descobrir muitas coisas importantes e inimagináveis no grupo, e ouvir tantos relatos ricos, houve muitas leituras: Leboyer, Balaskas, Laura Gutmam, etc.
   Fizemos quase todo o pré-natal com o Dr. Marco Aurélio, que é a bondade em pessoa, e somos muitos gratos pelo cuidado dele. Por ele ter viajado na data do parto, quem nos assistiu foi o Dr. Renato Janone e a doula Daphne.
    Antes de passar ao parto em si, devo confessar que tinha a fantasia de não sentir nada, o bebê passar da hora, e precisar de uma cesárea. Essa foi a história da minha mãe. E como não senti enjoos, desconfortos, ou qualquer dessas coisas comuns na gravidez, também tinha medo de não sentir as contrações. Mas elas vieram! Ao se aproximar da data provável do parto conversei com a nossa filha Clara para que se estivesse bem para ela, que ela não demorasse a vir pois eu ia ficar ansiosa, e funcionou. Depois de duas noites tendo contrações não ritmadas, minha bolsa rompeu na manhã exata da dpp e fui admitida na maternidade da Unimed por volta de meio dia. Logo chegaram a Daphne e o Dr. Renato e o trabalho de parto começou por volta das 15 horas, durando umas 9 horas. Descrever tantas sensações e sentimentos que acontecem nessas horas é meio difícil. Naqueles momentos a dor incomodava muito, mas hoje parece uma vaga lembrança. Estar na banheira ajudou muito a tolerá-la. Também tive medo, aquela descrição típica do Michel Odent, com elementos próprios da minha história. Mas o que mais fica para mim da experiência foi a alegria por estar parindo e a gratidão por estar sendo acompanhada por pessoas tão especiais.
    Meu amado marido ficou ao meu lado o tempo todo e cuidou para que tudo estivesse agradável: trouxe lanches, colocou as músicas que eu gostava e me abraçou e segurou em todos os momentos que precisei.
    Outra pessoa maravilhosa que estava conosco foi a Daphne. Hoje acho que nunca percebi tão profundamente o sentido de apoio emocional quanto ao recebê-lo dessa querida doula. Como é bonito isso de tomar o tempo que for para conhecer os pais e o lugar onde o bebê será recebido! E que sensibilidade tem essa mulher para dizer no momento certo o que conforta e dá força para continuar. Sem contar com as infindáveis massagens nas costas em cada contração dolorida. Como ela consegue?!
     O outro apoio mais que especial que tivemos foi do Dr. Renato. Sempre descontraído e agradável, esse homem grande tem a capacidade incrível de ter uma presença extremamente suave a acolhedora. Como seria possível parir sem uma presença assim? Ele ao mesmo tempo nos dava a segurança de que os aspectos técnicos estavam sendo cuidados e a tranquilidade de que o nascimento da nossa filha estava sendo respeitado.
    E foi assim que ela nasceu. Aos gritos da mãe, banhada em oxitocina natural, e recebida com carinho, ela veio com 2800 kg de pura força e saúde, como havíamos pedido a Deus.

26 de julho de 2016

Roda Mangabeiras - CEAM

Roda para gestantes, casais grávidos e todas as pessoas interessadas nas boas práticas do parto-nascimento e todo cenário gravídico, com responsabilidades compartilhadas. Informações baseadas em evidências científicas, segundo OMS.
Que tal compreender um pouco mais sobre - Papel da Doula na gravidez - antes, durante e pós parto. Venha compartilhar conosco e compreender um pouco mais.
Aberta e gratuita. Leve um lanche para compartilhar.
Roda coordenada por
- Bel Cristina (31)99790-2951, doula
- Cleise Soares (31)99415-6344, fundadora da ONG e jornalista
- Rosana Cupertino - fisioterapeuta especializada na saúde da mulher, instrutora de ioga e doula (31)9844-0108
- com participação Roseanna Soares (31)99617-4750, psicóloga.
Dúvidas, sugestões ou críticas - ONGbemnascerBH@yahoo.com.br
Roda do dia 30/07/16  

25 de julho de 2016

Relato Re Gomide

Há pouco mais de um mês, vivi a experiência mais incrível da minha vida: o nascimento da minha florzinha, Clarice, por meio de um lindo parto natural podálico (quando os pés vêm primeiro). Mas, antes de contar sobre esse parto, acho importante fazer um breve relato do nascimento do meu primeiro filho, Gabriel, já que foi a busca por um parto totalmente diferente do dele que me levou ao parto dela.
Gabriel nasceu de parto normal há sete anos. Àquela época, as informações sobre os benefícios do parto natural não eram muito difundidas e, pelo menos pra mim, os partos eram “classificados” apenas como “normal” ou “cesárea”. Tudo que eu queria era um parto normal, pois tinha certeza de que essa era a melhor via de nascimento para a mãe e o bebê. No entanto, apesar de achar que eu era bastante informada sobre o assunto, eu não sabia que os procedimentos ditos “protocolares” no parto normal podem ser muito prejudiciais. Hoje sei que fui submetida a uma série de intervenções totalmente desnecessárias, sendo mais uma vítima de violência obstétrica.
Bem, como sempre quis ter outro filho, continuei me envolvendo em tudo que dizia respeito aos temas gravidez e parto, e fui tendo cada vez mais acesso a informações que me fizeram entender que um parto não só pode como deve ser diferente do que eu havia tido. Quando engravidei da Clarice, eu estava decidida a fazer com que as coisas fossem melhores desta vez. Desde o início, eu sonhava com o nascimento dela e minha vontade de ter um parto em casa foi crescendo a cada semana da gestação. Li bastante a respeito e conversei muito com meu marido. Resolvemos, então, entrar em contato com uma enfermeira obstetra e parteira, que nos deu todas as informações necessárias e sanou nossas dúvidas sobre o parto domiciliar, nos deixando seguros para decidirmos ter nossa filha em casa. Preparamos tudo que era preciso para o tão sonhado evento, que chamávamos de “festa de recepção da Clarice”. Só faltava uma coisa: como ela estava sentada, era preciso que virasse e ficasse na posição cefálica, ou seja, de cabeça para baixo. Fiz de tudo para que isso acontecesse: moxa, acupuntura, exercícios, homeopatia, yoga, massagem, lanterna na barriga, até plantar bananeira na piscina (!). Mas cheguei à 36ª semana e ela continuava sentada. Fiquei bastante preocupada, pois, se ela continuasse assim, além de o parto domiciliar não ser possível, muito provavelmente eu seria submetida a uma cesárea, já que, pelo que eu sabia, somente alguns médicos plantonistas da Maternidade Sofia Feldmann estão preparados para fazer o parto pélvico. Ir para lá seria uma opção, mas, como essa maternidade fica bem longe da minha casa, eu não queria correr o risco de chegar lá em trabalho de parto já avançado e, ainda assim, ser submetida a uma cesárea. Além disso, o médico que me acompanhava não recomendava o parto pélvico, pois, para ele, trata-se de um procedimento extremamente difícil e que pode ter muitas complicações. De toda forma, resolvi buscar informações sobre esse modo de nascer. Li relatos e artigos na internet e assisti a vídeos que me mostraram que o parto pélvico não é esse bicho de sete cabeças pintado por muitos, pelo contrário, em vários países, ele é bem comum, principalmente porque apresenta muito menos riscos do que a cesariana. Além disso, até pouco tempo atrás, inclusive no Brasil, tratava-se apenas de um tipo de parto. O fato é que, hoje em dia, os médicos não são mais treinados para ele e, por isso, optam sempre pela cesárea.
Determinada a ter um parto domiciliar, com 37 semanas, fiz a versão cefálica externa (VCE), uma manobra em que o médico tenta virar o bebê pelo lado de fora da barriga da mãe. Mas essa técnica também não deu certo e o parto domiciliar teve de ser descartado. A princípio, fiquei frustrada, mas, depois, compreendi que essa era a escolha da minha filha e eu precisava respeitar. Percebi que era preciso entregar, confiar, aceitar e agradecer o que quer que acontecesse. Decidi, então, deixar rolar e esperar entrar em trabalho de parto.
Com 38 semanas, comecei a sentir fortes contrações durante o dia, que se intensificaram à noite, mas, como estavam irregulares, fiquei tranquila, até porque eu tinha uma consulta marcada com meu médico no dia seguinte. Pela manhã, a secretária me ligou desmarcando a consulta, pois ele havia ido para a maternidade com uma paciente em trabalho de parto. Remarcamos para o dia seguinte. Nesse mesmo dia à tarde, perdi o tampão e fiquei apreensiva. Ao conversar com minha professora de yoga (que ia ser minha doula também), ela me aconselhou a ir para a maternidade naquela mesma noite, apenas para checar como estavam as coisas. Fui, então, para a Maternidade da Unimed, que fica bem perto da nossa casa. O médico da triagem logo me encaminhou para a internação, pois eu já estava com 6 cm de dilatação (!!!). Como a Clarice continuava sentada, ele afirmou que eu não teria outra escolha a não ser fazer uma cesariana. Subi resignada. Mas, quando conversei com a médica plantonista, tentei uma última cartada: falei que, se ela fizesse, eu topava o parto pélvico. Um senhor que estava próximo começou a gargalhar e falou: “Eu não disse que tem quem tope?!”, e saiu rindo. Eu não entendi nada. A médica, então, disse que eu era muito sortuda (eu digo “abençoada”), pois estavam lá, fora de seus plantões, com pacientes particulares, dois médicos bastante experientes nesse tipo de parto e que, se esse era mesmo o meu desejo, ela iria conversar com eles e verificar se poderiam me assistir em meu parto. Fui encaminhada para o centro cirúrgico e fiquei lá aguardando com meu marido. Enquanto isso, a intensidade de minhas contrações só aumentava. Como já estava bem tarde da noite e eu ainda não sabia o que iria acontecer, não chamei minha doula para me acompanhar, mas pude contar com o apoio de uma doula de plantão.
Finalmente, a médica voltou com um dos médicos (aquele senhor da gargalhada... rsrs), que me examinou e verificou que eu preenchia todas as condições de segurança para esse tipo de parto: era o meu segundo filho e o primeiro havia nascido de parto normal (ou seja, se um bebê já tinha passado pela minha bacia, o outro também passaria), minha filha não era grande demais, tive uma gestação sem intercorrências e o trabalho de parto estava evoluindo muito bem. Ele, então, se dispôs a me assistir em meu parto. Fiquei em êxtase de tão feliz!!! Ele observou também que seria um parto podálico, ou seja, que ela nasceria pelos pés, o que é ainda mais raro do que o parto pélvico, que é quando a bundinha vem primeiro. Achei isso o máximo!
Por volta das 4 da manhã, fomos encaminhados para a suíte PPP (pré-parto, parto e puerpério), que, de tão confortável, mais parece uma suíte de hotel. A luz baixa e o som ambiente nos deixaram bem tranquilos e relaxados. Logo entrei na banheira e dormi lá. A essa altura, eu já estava com 8 cm de dilatação, mas parece que esse banho retardou o trabalho de parto e fez com que eu estacionasse nos 9 cm por 4 horas. Para não correr o risco de parar totalmente o trabalho de parto, o médico achou prudente recorrer à ocitocina. Até então, eu não tinha tomado nada. A enfermeira demorou para aplicá-la e, assim que a colocou no soro, imediatamente minha bolsa estourou e eu entrei no período expulsivo, que foi extremamente rápido: foram apenas 14 minutos até os pezinhos aparecerem e, após mais três contrações, veio o restante do corpinho. Quando voltei da “partolândia” e a peguei no colo, foi o momento mais mágico da minha vida! A olhei nos olhos e a agradeci por sua escolha. Seu nascimento superou todas as minhas expectativas, não poderia ter sido mais bonito e sagrado!
Com toda essa experiência, aprendi que não temos controle de nada, que tudo acontece como e quando tem de acontecer, que a força do pensamento move montanhas e que informação nunca é demais para quem busca um parto que respeita a mulher e o bebê, seus anseios, necessidades e sonhos em um momento tão importante como o nascimento. Assim, desejo que as mulheres possam contar com a segurança e o apoio necessários para escolherem o que é melhor para si e o bebê, e que o parto pélvico/podálico deixe de ser um tabu e se torne cada vez mais comum em nossa sociedade.
Por fim, quero dizer que sou muito grata a Deus por providenciar para que tudo desse certo. Quero também registrar meu agradecimento ao meu marido, companheiro e melhor amigo, que sempre esteve ao meu lado. Sem o seu apoio em todas as decisões, tudo teria sido bem diferente. Agradeço ainda a todas as pessoas que, de alguma forma, contribuíram para que esse desfecho fosse possível, especialmente ao Dr. Marco Aurélio Valadares, que me acompanhou durante a gestação; à Rosana Cupertino, minha professora de yoga e doula, que sempre me incentivou com muito carinho; à Odete Pregal, enfermeira obstetra e parteira, que nos passou informações importantíssimas; ao Dr. Guilhermino Braz de Jesus, um verdadeiro anjo que nos acolheu no trabalho de parto; e às minhas amigas-irmãs, Luciana Dietza e Maira Fonseca, que me deram força e coragem essenciais para o meu empoderamento.
   

10 de julho de 2016

Roda ONG Bem Nascer parque Municipal - Jul/16

                                     
Sábado, dia 09/07/16 - Roda de conversa com doulas sobre gestação, parto e amamentação.
Aberta e gratuita a todos o interessados nesse tema.
Favor levar um lanche saudável para ser compartilhado durante a roda.
E, a cada relato umas se identificavam com a outra. História que se cruzam na construção do parto-nascimento. Onde teve participação dos futuros papais de bebês fora da casinha interna/útero. Um pai, acolhendo a demanda do outro.
Sendo ainda ofertado a 03 casais um Chá de Bênçãos, pois estão mais próximos a chegada dos bebês.














 Contato - email - ONGbemnascerBH@yahoo.com.br
Juntas somos mais.